A segunda temporada de Scream e o retorno de uma série subestimada

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No podcast em que comentamos sobre as séries canceladas (que você pode ouvir clicando aqui) comentei sobre como a CW tem apresentado bons exemplares de TV para seu público. Tida como o canal das séries adolescentes, a CW levou os dois últimos Globos de Ouro (atriz de comédia para as protagonistas de Crazy Ex-Girlfriend e Jane The Virgin).

Uma coisa que sempre comentei nos meus textos sobre TV é como as séries vindas de canais que nunca me importei muito tem se mostrado as melhores atualmente, como é o caso de Outlander (do Starz), Mr. Robot (do USA), UnREAL (do Lifetime) e das já citadas Crazy Ex-Girlfriend e Jane the Virgin.  Nessa lista, podemos incluir também Scream, série da MTV que retornou essa semana e da qual ainda não dou o devido respeito que merece.

Eita!

Na série, que adapta para a TV a franquia de filmes de terror Pânico, Woodsboro dá lugar a Lakewood, uma cidade que passa a relembrar uma série de assassinatos de anos atrás com uma nova onda de mortes. No centro dessas mortes está Emma (Willa Fitzgerald), cujo passado da mãe (Tracy Middendorf) foi a motivação das mortes do passado e ainda continua sendo agora com este novo maníaco à solta, que replica o modus operandi do assassino original, que talvez possa ter retornado.

A premissa não muda muito dos filmes originais. O interessante mesmo é a atualização da história, incluindo as redes sociais e maneirismos atuais na brincadeira (referências a outras séries e filmes são despejadas aos montes). Na questão de parodiar os filmes de terror adolescente, tal como Pânico fazia, Scream acerta em cheio, brincando com a metalinguagem em praticamente todos os episódios.

No segundo ano, ainda mantem-se a metalinguagem (o 2×01 chama-se “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado”), a paródia e as sacadas rápidas, principalmente pelo personagem Noah (John Karna), o nerd aficionado por filmes de terror que representa a metalinguagem da franquia. Troca-se o assassino (revelado na primeira temporada), mas ainda mantém a tensão com um novo assassino que ainda não se revelou. Mas que coloca os personagens novamente ao extremo, principalmente Emma e Audrey (Bex Taylor-Klaus), esta que tinha uma ligação com o assassino do ano anterior, e que pode não ser nada daquilo que imaginávamos.

Scream voltou para seu segundo ano jogando a série na mesma incerteza em que ela esteve no ano de estreia. Um ponto positivo e que contribui para a aura de mistério dela, não sabemos para onde ela vai e os plots podem dando dar uma guinada quanto seguir as convenções do gênero. Essa incerteza só funciona pelo cuidado da série em distribuir bem seus plots, desenvolver bem seus personagens e de forma equilibrada, nada daquilo “se o personagem do nada recebe mais tempo de tela é sinal que vão matá-lo”.

Apesar da animação com este novo ano, ainda fico com o pé atrás de a série prometer demais e não cumprir. Mas é mais caso de um preconceito bobo com series da MTV do que relacionado à qualidade da série em si. Tem que botar na cabeça que Scream não tem pretensão de ser a próxima American Horror Story do mesmo jeito que Pânico não queria ser o novo Sexta-Feira 13. E sim, Scream é uma série divertida e que cumpre o básico: bons personagens, história bacana, alguns clichês que são bem trabalhados. Tem muita série por aí que povo ama de paixão que não cumpre nem metade desses critérios.

O Netflix tem a primeira temporada de Scream disponível e está adicionando os novos episódios da segunda temporada (que começou dia 31 de maio) um dia após a exibição nos Estados Unidos. Já comentei que amo o Netflix?

Está acompanhando a segunda temporada de Scream? Deixe seus comentários 😉

 

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