Bowmasters e a versão 2017 da lenda de Guilherme Tell

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Você já ouviu falar na história de Guilherme Tell? Reza a lenda que, durante o século XIV, Tell era um especialista no manejo da besta (arma semelhante a uma espingarda, mas que possui um arco na ponta e atira flechas). Naquela época, os imperadores da Casa dos Habsburgos lutavam pelos domínios de Uri, região que hoje fica localizada no centro da Suíça.

Para testar a lealdade do povo aos imperadores, Hermann Gessler, um governador austríaco, pendurou num poste um chapéu com as cores da Áustria (império que dominava a região na época), numa praça de Altdorf. Quem passasse por lá, e não fizesse uma saudação respeitosa como prova do seu respeito, era preso. E foi o que acontecera com Guilherme e seu filho.

Como forma de repreensão, ambos foram presos e Guilherme teria que pagar um castigo: atirar com sua besta, contra uma maçã  posta sobre a cabeça de seu filho. Tell ainda tentou fazer com que Gessler desistisse do ato, mas foi em vão. O risco eminente se tornou ainda maior por não haver escapatória. Além do fato de poder ferir fatalmente seu filho, Tell poderia ser morto, caso errasse o tiro de propósito.

A população, claro, se reuniu na praça de Altdorf para ver o que aconteceria. Como já dito, Tell era um perito no manuseio da arma e o tiro acabou sendo fácil. A flecha atravessou a maçã e não cousou um arranhão sequer no garoto.

Trabalhando com um conceito um tanto quanto semelhante, a Miniclip lançou um dos joguinhos mais divertidos que eu testei nos últimos tempos: Bowmasters.

Robin, o primeiro personagem jogável de Bowmasters

Ao contrário do que acontecera na história de Guilherme Tell, aqui, a maçã não é seu alvo. Seu adversário que é. Bowmasters é um jogo extremamente simples, sempre funcionando no esquema de batalha um contra um, seja versus o computador ou alguém real.

Apesar da premissa simples, o jogo entretém bastante, já que ele apresenta mais de uma uma forma de competição. A primeira e mais simples de toda é o x1 contra o computador. Seu objetivo? Matar o adversário.

Ainda fazendo um paralelo com a história, o jogo tem dois modos parecidos com a história de Guilherme Tell, já que você precisa acertar alvos. O primeiro modo a ser liberado é você tentando acertar em pássaros. O segundo, veja só, você precisa golpear frutas que estão sobre as cabeças dos adversários. Aqui, você só pode ter três erros.

O jogo ainda te dá duas opções para jogar contra pessoas reais. A primeira é um x1 contra um amigo, onde ambos utilizam o mesmo celular, em turnos revezados. O segundo e mais comum, é o PVP (Player vs. Player) online, onde você disputa contra pessoas ao redor do mundo.

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DeadHood é um dos personagens jogáveis. Te lembrou alguém?

O último nível, e o mais divertido, na minha opinião, é o torneio. Dividido em três níveis, bronze, prata e ouro, ele te põe frente a frente de adversários no estilo morte súbita. É matar ou morrer. Lembra das “Torres dos Desafios” de Mortal Kombat? É bem por aí.

Bowmasters apresenta um bom número de personagens jogáveis. Você pode adquiri-los ao longo do jogo, gastando as moedas que você ganha a cada partida ou meta realizada. Muito deles se assemelham a personagens da cultura pop.

Temos bonequinhos que são inspirados na Arlequina, Walter White e Gene Simmons, baixista do KISS, por exemplo. Claro que não são eles, afinal de contas, evitemos processos, mas é bater o olho que você saca quem é quem.

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Personagem inspirado no baixista do KISS, Gene Simmons

Cada um dos personagens possui sua arma própria. E cada um com sua particularidade. A dica que eu dou é: opte por personagens que tenha armas mais agudas, como Leonidas (sim, o rei dos espartanos), que possui uma lança.

Essas armas são mais fáceis de acertar o oponente quando comparamos com que as que precisam fazer uma parábola para chegar até o outro lado, como é o caso do personagem baseado no Super Mário, que arremessa cascos de tartarugas.

Conforme você acerta o personagem adversário, o corpo dele vai se desfazendo. Um tiro na cabeça, por exemplo, pode revelar parte do crânio do oponente. Apesar dessa “violência”, o jogo tem um desenho bem legando, sendo fofo até na hora da morte. Isso acaba suavizando qualquer coisa.

Bowmasters é um jogo bem divertido e que te prende com facilidade frente ao celular. Uma última dica? Jogue ele sem o sinal de internet ativado. Apesar de ser legal, ele peca pelo excesso de propagandas, que aparecem após toda batalha.

Ele está disponível para Android e iOS


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