Como o podcast mudou a minha vida

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Muito provavelmente você não sabe disso, mas o dia 21 de outubro é uma data pela qual eu tenho muito carinho. Não porque nesta data Ayrton Senna foi bicampeão mundial. Tão pouco pelo lançamento do sistema Android (apesar disso ser importante).

Para quem não está a par desta história, há exatos treze anos, o primeiro podcast brasileiro ia ao ar. De acordo com o site Dia do Podcast, “o primeiro podcast foi o Digital Minds, de Danilo Medeiros […]. O programa surgiu a partir do blog homônimo, devido ao desejo do autor em se diferenciar dos blogs que existiam então”.

Apesar de outros blogs disponibilizarem arquivos de áudio na época, nenhum deles se caracterizava com podcast. A grande diferença do Digital Minds era a possibilidade de assinar o programa via RSS.

E desde então, a mídia só cresceu. De acordo com o portal Terra, atualmente, o Brasil possui mais de 1.400 podcasts ativos. Entre eles temos o Juntacast, que está na ativa desde o fim de 2014 e o Cineclube, que iniciou suas atividades no início de 2017.

Ambos são produzidos aqui pelo Junta 7 e este que vos escreve, participa de ambos, além de editar um deles. Mas a minha história com esse tipo apaixonante de mídia começou antes mesmo d’eu pensar em produzir um podcast.

E é por conta desse carinha aqui que a minha vida mudou completamente. Eu já contei essa história no ano passado, para o especial do AlgumaCoisaCast do Dia do Podcast. Mas como nem todo mundo ouviu, resolvi trazer isso em forma de texto para contar o quão importante a mídia se tornou para mim.

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Eu comecei a acompanhar podcasts com mais frequência em 2014, aquele que eu chamo de “o pior ano da minha vida“. Foi nele que eu perdi o meu avô. Foi nele que eu não tive o meu estágio renovado. Foi nele que eu perdi a chance de me formar no meio do ano. Sim, o 7 x 1 foi o menor dos meus problemas.

Mas o que aconteceu? Tudo o que eu disse, para uma pessoa normal já seria ruim. Mas tudo se potencializa (e muito) quando se tem crise de ansiedade e pequenas crises de pânico. Aí o buraco acaba ficando mais fundo.

Alguém mais sábio procuraria ajuda, seja de um psicólogo, da família e, até mesmo, de amigos. Mas eu não. Sempre fui aquele tipo de pessoa que pensou “por que eu vou levar mais problemas para a pessoa X se ela já tem os próprios problemas?”. E nisso eu fui me fechando cada vez mais.

Eu não queria ficar perto do meu celular para não falar com ninguém. Eu não queria ver ninguém, tanto que fiquei quase duas semanas sem ir para a faculdade. Estava tranquilo de faltas e pensei: “por que não?”.

Apesar de não demonstrar, minha mente estava em um agrande espiral de problemas, que parecia não ter fim. Eu queria ajuda, mas não queria incomodar ninguém. Precisava de um amigo, mas sem que ele soubesse o que estava acontecendo.

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E foi justamente nessa época que eu conheci esse amigo “silencioso” chamado podcast. Eu já acompanhava o conteúdo em do Jovem Nerd pelo Youtube. E todo mundo sempre falava desse tal de podcast. Por que não tentar?

Entrei no site e baixei alguns episódios. E que bom que eu fiz isso. Através do Nerdcast eu fui conhecendo alguns outros podcasts, e sempre buscava por temas que me interessava ou aqueles que eu poderia me divertir muito, como os do “time de elite” do Nerdcast. Já ouviu que “rir é o melhor remédio“?

Ouvir aquelas pessoas e conhecer suas histórias e experiências foram começando a preencher uma lacuna dentro de mim que estava fazia. Confesso que tentei fazer isso com o rádio, mas ele não supriu essa minha necessidade de “carinho e atenção”, coisa que o podcast fez.

E o mais curioso foi que essa troca de interação muda entre eu e um programa de áudio me deu um novo ânimo para tentar a voltar a minha vida normal, coisa que fui fazendo aos poucos. O mais louco foi ouvir por diversas vezes relatos de outras pessoas de como o podcast teve o mesmo efeito com eles.

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Desde então, o podcast tem feito parte da minha vida. Apesar de ter a responsabilidade de produzir, gravar e editar, é algo que eu faço com gosto. E saber que tem alguém nos ouvindo é algo muito legal.

Se você se identificou com a história, dê uma chance ao podcast. Ouça, descubra esse formato de mídia. Mas não faça como eu, viu. Se você está com problemas, procure ajuda. Sempre vai ter alguém para te dar a mão 🙂


Este post só foi possível com a ajuda de André Cabrero e muitas outras pessoas que acreditam no Junta 7 e tornaram-se nossos padrinhos Jotinhas. Colabore você também clicando aqui.

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