Crítica| As Aventuras do Capitão Cueca – O Filme

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Muito do entretenimento que é consumido aqui do Brasil vem lá de fora, principalmente da terra do Tio Sam. De filmes a música, muitas das coisas que nós curtimos tem o dedo dos americanos.

Uma coisa que é interessante perceber, é que essa influência vem de muito cedo. Desde crianças, somos rodeados por produções americanas. Dos filmes de princesas da Disney até livros infantis. E antes que achem estranho, não estou reclamando disso, já que sou um grande consumidor. E quando o produto é bom, ele vale ser ressaltado.

Foquemos na literatura infantil. De cabeça, você consegue encontrar bons exemplos, que se destacam entre os mais novos? Antes de entrar em sagas, como Harry Potter e Percy Jackson, pense em algo mais lúdico. Coisa que uma criança poderia ter pensado.

Eu aqui, por exemplo, lembrei de Calvin e Haroldo, de Bill Watterson, Diário de um Banana, de Jeff Kinney e n’As Aventuras do Capitão Cueca, de Dav Pilkey. E é sobre essa saga que iremos falar. O Capitão Cueca saiu das páginas dos livros e invadiu as telas de cinema, lançando o seu primeiro filme.

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O filme conta a história dos amigos Haroldo (Thomas Middleditch) e Jorge (Kevin Hart), duas crianças com a imaginação para lá de fértil. Haroldo gosta de desenhar, enquanto Jorge é um grande contador de histórias. A junção desses dois amigos resultou em uma história em quadrinhos autoral: As Aventuras do Homem Cueca, herói criado por eles.

Apesar da amizade forte, tem quem não goste nada disso. Os garotos adoram pregar peças na turma da escola, principalmente nos professores e no Diretor Krupp (Ed Helms). E o Diretor, como era de se esperar, não gosta nada disso, tentando cada vez mais, fechar o cerco sobre a dupla para que uma punição seja aplicada.

O que os garotos não sabem é que esse dia chegaria. Com a ajuda de Melvin (Jordan Peele), o puxa-saco da turma, o Diretor Krupp consegue as provas que precisa para “incriminar” os garotos. A penas é a pior possível: eles serão postos em turmas separadas, na ideia de acabar com a amizade de ambos.

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Haroldo e Jorge

Mas o diretor não contava é que Jorge tinha uma anel hipnótico de brinquedo que, no fim das contas, acabou sendo real. Isso foi o suficiente para que o temido diretor caísse no controle dos garotos e, no fim das contas, virasse o Capitão Cueca.

O que deveria ser divertido acabou não dando muito certo. Ao invés de lidar com um diretor que fazia de tudo para prejudicá-los, eles passaram a ter que zelar por um super heróis sem poderes e sem inteligência, o que tornou o “perigo” mais real.

A história ganha novos rumos quando um novo professor de ciências é contratado. O grande problema é que o Professor P. (Nick Kroll) tem interesses ocultos para essa vaga, que afetará diretamente não apenas Jorge e Haroldo, mas sim, todas as pessoas do mundo.

Professor P. e Melvin

Professor P. e Melvin

O filme tem momentos muito bons, principalmente para dar boas risadas. É claro que, para adultos, o filme pode não fazer muito sentido, já que é uma história feita para crianças. Aliás, a diversão, para elas, é garantida.

Não vá esperando um roteiro revolucionário, que te fará pensar até o dia seguinte. Essa não é a proposta. O roteiro é simples e trabalha com pontos recorrentes, como as crianças levadas, o garoto nerdzinho puxa-saco e o diretor bravo.

Os gráficos apresentados pela Dreamworks são excelentes. Além disso, o filme trabalha com outros elementos, como fantoches e desenhos feitos para parecer que foram criados por crianças. A combinação de todos os elementos cria um filme único.

Se puder, assista o filme na sua versão dublada, principalmente por conta da sempre excelente atuação de Guilherme Briggs.

As aventuras do Capitão Cueca chegam aos cinemas em 12 de Outubro

As Aventuras do Capitão Cueca

As Aventuras do Capitão Cueca
7

Roteiro

5/10

    Atuação

    7/10

      Fotografia

      8/10

        Trilha Sonora

        8/10

          Edição

          7/10

            Pros

            • Mistura de elementos lúdicos
            • Bons momentos de comédia

            Cons

            • História básica
            • Personagens estereotipados

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