Crítica | Bob Hearts Abishola

Navegar por...

A cada novo dia, as pessoas têm visto mais e mais séries. Isso é um dado estatístico? Não, eu só não sabia como começar esse texto. Mas, mais do que tudo, isso é uma percepção. Ninguém mais puxa papo com “e esse tempo, hein?” ou “o quão idiota esse Presidente pode ser?”. O povo quer saber quais séries as outras pessoas têm assistido.

Bom, quando chega a minha vez, eu simplesmente não sei o que dizer, afinal de contas, eu não vejo mais séries. Aliás, séries novas ou do momento. Pelo simples fato de que me falta paciência, mas vez ou outra eu até tento descobrir algo novo, como foi com Brooklyn 99, mas esse não e o caso.

Nessa tentativa de conhecer algo diferente, acabei recorrendo a velhos conhecidos: Chuck Lore e Bill Gardell. Chuck foi responsável por The Big Bang Theory, uma de minhas séries prediletas, além de Two And a Half Man, que era muito boa na época do Charlie Sheen, além de Mike & Moly, justamente estrelada por Bill, ao lado de Melissa McCarthy.

115413_2510-840x570

Uma dupla dessas tinha tudo para dar certo em uma nova série, não né? Então, pra falar a verdade, não. Quando eu sou da existência de BOBABISHOLA, achei que essa poderia ser a minha porta de entrada para me tornar um sériemaníaco mais uma vez, só que hoje não, Faro.

A história é focada em uma dupla que se conhece de forma improvável. Ele, Robert “Bob” Wheeler, é um empresário que está enfartando na primeira cena da série. Ela, Abishola (Folake Olowofoyeku), é a enfermeira que o atende no pós-ocorrência. E o que os uniu? Meias de compressão, que é o negócio de Bob.

CBS_BOB_HEARTS_ABISHOLA_101_NO_LOGO_110398_1920x1080

Desde o primeiro episódio, a série tenta emplacar esse casal, digamos desajustado, coisa que ainda não conseguiu após quatro episódios. Somente agora foi que um resquício de sentimento ao público, ainda assim, nada lá muito convincente. Muito por um roteiro que não encanta, o casal não emplaca, tampouco passa veracidade. A história é arrastada, e prejudicada pela passagem excessiva de tempos indicados ao longo do episódio.

De uma forma diferente, ambos têm histórias com semelhanças. Bob e Abishola são separados de relacionamentos, sendo que ela tem um filho, Dele (Travis Wolfe Jr), e veio da Nigéria para os Estados Unidos com a ideia de dar um futuro melhor ao jovem, e por conta disso, mesmo sendo carinhosa, tem uma linha mais dura com a criança, que ainda não tem uma presença marcante na série.

bobheartsabisholacms

Os núcleos familiares também não ajudam muito. Pelo lado de Abishola, seus tios Olu (Shola Adewusi) e Tunde (Barry Shabaka Henley) tentam, a todo custo, consegui-la um homem, o que torna esse lado incomodo, a ponto de ser inconveniente. Do lado de Bob, a situação não melhora muito. Um irmão (DouglasMatt Jones) e uma irmã (ChristinaMaribeth Monroe) que não batem bem das, além da mãe (DottieChristine Ebersole), que segue o mesmo caminho. Toda essa galera não faria a menor falta se não aparecesse.

O que mais me deixa chateado em relação a isso é que tem gente de muito talento envolvido na produção, porém ela ainda não mostrou ao que veio. E olha que a temporada só vai até o sétimo episódio, pelo que achei por aí. Pelos menos não há confirmação de que mais serão encomendados para ter uma primeira temporada mais longa.

Com isso, restam apenas mais três episódios para que a série consiga dar uma guinada e se tornar interessante, o que eu realmente acredito que não vá acontecer.

Realmente, uma pena.

BOB❤ABISHOLA

BOB❤ABISHOLA
4,1

Roteiro

4/10

    Atuação

    5/10

      Edição

      4/10

        Trilha Sonora

        5/10

          Fotografia

          4/10

            Pros

            • Bom material humano

            Cons

            • História arrastada
            • Edição confusa
            • Atuações sem brilho
            • Potencial desperdiçado
            • Personagens desnecessários

            Comentários

            comentário(s)