Crítica| Carros 3

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Fazer um filme é algo altamente complicado. Quando se trabalha com sequencias e trilogias, a dificuldade só aumenta. E não é tão comum, infelizmente, ver um grande erro nessa continuidade de filmes. Na maioria das vezes, o segundo capítulo não é tão bom quanto o primeiro. E é sobre isso que falaremos.

Todos conhecemos a quantidade de filmes fantásticos que a Pixar vem produzindo desde 1995, quando trouxe o primeiro Toy Story para as telonas. De lá para cá, a produtora possui muito mais acertos do que erros, mas dizer que eles não existem seria impossível. E por erro, não quero dizer que o filme é digo. Digo isso por um ou outro ser destoante do todo. Explico.

Dos acertos da Pixar já citado, temos, além de Toy Styory, outras franquia de sucesso, como Procurando Nemo e sua continuação, Procurando Dory. Isso sem falar em Wall-E, Divertidamente, Rattatoille, Up – Altas Aventuras e outros títulos que ainda não tiveram sequencia. De todos esses, a trilogia Carros foi a que chegou mais longe. E também aos trancos e barrancos.

O primeiro Carros foi um sucesso, ao apresentar o personagem Relâmpago McQueen (Owen Wilson/Marcelo Garcis) para o grande público. O filme tem uma boa aprovação no Rotten Tomatoes, com índices próximos aos 80%.

A sua continuação, porém, não seguiu a risca a cartilha. Apesar de ter feito mais de US$ 550 milhões de dólares, e gerado um lucro para a Pixar de cerca de US$ 300 milhões, ele deixou muito a desejar na parte de história. O roteiro fraco e desinteressante refletiu nos índices, que ficaram em 50% de aprovação do público e 39% da crítica.

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Ralâmpago McQueen e Sr. Sterling, seu novo patrocinador

Passados seis anos desde o lançamento do filme 2, chegamos em 2017, na estreia do terceiro filme. E para o bem de todos, e felicidade geral do fãs da animação, digam o povo que a Pixar acertou a mão na continuação.

Assim como vimos no primeiro filme, onde McQueen era a novidade contra veteranos, como O Rei (Richard Petty/Márcio Simões) e Chick Hicks (Michael Keaton/Samir Murad), o roteiro se repete, mas há a inversão dos papéis.

Relâmpago McQueen, agora um sênior das pistas, começa a ter dificuldades em competir contra os mais jovens, principalmente quando se trata da disputa contra Jackson Storm (Armie Hammer/Rômulo Mendonça), seu algoz no filme.

Após um período de “depressão”, onde grandes questionamentos rondam a cabeça do protagonista, ele resolve não desistir e vai em busca de maneiras para fazer isso. Para entrar neste novo mundo, ele conta com o auxílio de Sr. Sterling (Nathan Fillion/Dlaigelles Riba), seu novo patrocinador.

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Relâmpago McQueen e Cruz Ramirez, durante um de seus treinamentos

Ao entrar no dos corredores modernos, McQueen contará com ajuda de Cruz Ramirez (Cristela Alonzo/Giovanna Ewbank), responsável por treinar os calouros. No processo, ela é destinada a tomar conta de Relâmpago, subestimando-o na maioria das vezes, por conta de sua idade.

E como ocorre em todo bom filme, o protagonista tentará encontrar meios mais fáceis de se destacar. E aprenderá da pior forma possível que não é assim que a banda toca. Sem a presença de Doc Hudson (Paul Newman/Daniel Filho), McQueen se vê perdido, mas encontrará nas raízes de tudo, uma chance de redenção.

É complicado ir além, sem dar spoilers realmente significantes do filme. O que posso garantir para quem chegou até aqui é que a franquia Carros voltou, com o perdão do trocadilho, para estrada.

Um ponto que também vale destacar é a dublagem da versão nacional. Além de nomes consagrados do meio, como Manolo Rey e Guilherme Briggs, Carros 3 abriu espaços para outras pessoas da mídia. No filme, é possível ouvir as vozes de youtubers, como Nah Cardoso e Rezendeevil e da atriz Giovanna Ewbank.

E o mundo do esporte está muito bem representado, com Rubens Barrichello dando a voz para Cal Weathers. Além dele, a apresentadora Fernanda Gentil e os locutores da ESPN, Everaldo Marques e Rômulo Mendonça também estão no time.

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Jackson Storm, algoz de Relâmpago McQueen no filme

Após deixar muito a desejar em seu segundo capítulo, o filme três apresenta muitos elementos do primeiro longa. O que poderia parecer massante, se mostra muito eficaz. O filme é equilibrado, mostrando um Relâmpago inseguro em certos momentos, mas sem perder o bom humor do personagem.

Apesar das incerteza, Carros 3 é um ótima pedida para o fã, seja da velocidade, seja o da animação. Podem ver que é garantido


Este post só foi possível com a ajuda da Murilo Rosella e muitas outras pessoas que acreditam no Junta 7 e tornaram-se nossos padrinhos Jotinhas. Colabore você também clicando aqui.

 

Carros 3

Carros 3
7,6

Roteiro

7/10

    Atuação

    8/10

      Fotografia

      9/10

        Trilha Sonora

        7/10

          Edição

          8/10

            Pros

            Cons

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