Crítica| Homem Formiga e a Vespa

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Goste você ou não, a Marvel foi a grande responsável por uma revolução dos heróis no cinema. De 2008 para cá, eles foram os responsáveis por colocá-los em uma nova prateleira da história da sétima arte.

Dizer isso, não significa que eles acertem toda santa vez -alô, primeiro Thor-, mas eles apresentam mais bônus do que ônus (tá certa essa expressão?) E mesmo dentre todos os bons filmes já produzidos, um em específico me soa como destoante dos demais: Homem Formiga.

Não digo nem do filme em si, já que o filme de origem é bem engraçado e sua continuação, da qual falaremos em sequência segue o mesmo ritmo. O meu “problema” é com o herói, que pode trabalhar com campos interessantíssimos da ciência, como o Reino Quântico, dentro dos filmes, mas que ainda me soa como um cara que só cresce e encolhe, sem fazer isso com o charme que o Chapolin Colorado o fazia com suas pílulas de nanicolina.

Homem Formiga e a Vespa (que nome ruim de se pronunciar) se passa dois anos após os acontecimentos da Alemanha em Capitão América – Guerra Civil (2016), onde Scott Lang (Paul Rudd), o Homem Formiga, escolhe o “lado errado” e acaba sendo preso junto a outros aliados do Capitão América (Chris Evans). Sim, isso é um spoiler. E se você não viu o filme lançado há dois anos, você mereceu tomar isso.

A estrutura do filme segue bem a linha da comédia screwball, como bem disse Marcelo Forlani em sua crítica para o Omelete. Esse estilo de comédia é, de uma forma resumida, a um encadeamento de situações românticas e engraçadas. E o filme tem muito isso, já que a tensão passional entre Lang e Hope Van Dyne (Evangeline Lilly) vêm desde o filme de 2015.

Fora o elemento cômico que essa franquia carrega, principalmente sobre os ombros de Luis (Michael Peña) e sua trupe, da qual Scott também faz parte. A espiritualidade do personagem principal é bacana, a ponto dele conseguir brincar com o nome de seu alter ego soar como de fácil zoação. Fora as cenas cômicas que são geradas pelo “super poder” de nosso herói.

Mas devemos lembrar que temos um filme de herói aqui, então vamos ao que interessa. Ao saber que Scott conseguiu voltar do Reino Quântico no fim do último filme, Hank Pym (Michael Douglas) passa a estudar uma maneira de reencontrar sua esposa Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), que desapareceu após se encolher até desaparecer.

Hank e Janet, em cena do primeiro filme, antes dela desaparecer

Hank e Janet, em cena do primeiro filme, antes dela desaparecer

Só que nem tudo vai ser fácil, já que todo bom filme de herói, precisa de um bom vilão. Vilã, nesse caso. E Homem Formiga e a Vespa conseguiu isso. Ainda me atrevo a dizer que essa personagem é uma das mais interessantes desses dez anos de MCU.

Hannah John-Kamen interpreta a Fantasma, cujos interesses se chocam com os de Pym. E é claro que temos uma histórico aqui, não é? Principal ponto opositor da história, ela apresenta poderes incríveis como invisibilidade e intangibilidade. Junte isso com uma mente desvairada e a bobagem está feita.

Apesar de ser um bom filme de ação e comédia, ele repete alguns erros do primeiro filme. Hank segue apresentando problemas com o seu passado e tem de recorrer a isso, no caso para Bill Foster (Lawrence Fishburne), para resolver problemas nos dias de hoje.

Ele ainda apresenta diversas facilidades no decorrer da trama para algumas situações. O desfecho delas é obvio e fácil demais, chegando ao ponto de ser preguiçoso. Sim, daria para ter trabalhado um pouco mais, principalmente na questão da Fantasma. O lado bom de deixar isso em aberto é que ele gera possibilidades para o futuro.

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Hannah John-Kamen no traje de Fantasma

Ainda vale lembrar que isso é um filme da Marvel, ou seja, fique na sala até ser enxotado de lá. O filme apresenta duas cenas pós créditos. Uma delas segue o bom e velho padrão Marvel de qualidade humorística. É daquele tipo que você vai ver e exalar um “essa Marvel…”

O que faz valer tudo é a outra cena, que está diretamente ligada aos ocorridos de Vingadores – Guerra Infinita, lançado em 2018. Essa cena deixa diversas perguntas no ar, mas também uma resposta que foi levantada em Infinity War.


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