Crítica| Pesadelo na Cozinha

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Se você pensar bem, o programa MasterChef Brasil é, hoje, o maior programa de culinária da TV brasileira. Claro que ele não é o único que existe do gênero, já que o SBT também tem seus títulos, como o ‘Bake Off Brasil’ e o ‘Cozinha Sob Pressão’, mas o show da Band foi um divisor de águas.

No ar desde 2014, a versão brasileira deu espaço para amadores, crianças e profissionais mostrarem seus talentos na cozinha. Com pratos de dar água na boca, o programa abriu portas não somente para os participantes, mas também para os jurados.

O brasileiro Henrique Fogaça, a argentina Paola Carosella e o francês Érick Jacquin são os “carrascos” do programa, mas um deles ainda é o carrasco de outro espetáculo. O Chef Jacquin também mostra seus dotes no programa ‘Pesadelo na Cozinha‘.

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O programa é baseado no ‘Ramsey’s Kitchen Nightmare‘, programa britânico que teve Gordon Ramsey (Hell’s Kitchen) como chef e apresentador.

A premissa é simples. Um restaurante com problemas pede a ajuda de Jacquin, que vai até o estabelecimento para atender o que precisa ser feito. No primeiro momento, o chef vai apenas como observador e analisa tudo o que está acontecendo de errado.

Após o serviço oferecido para ele próprio, Jacquin analisa o atendimento que o estabelecimento tem com seus clientes e a relação entre patrão e funcionários. E é aqui que o papo começa a ficar sério.

A coisa mais comum é ver Jacquin fazendo críticas pesadas em relação a tudo: cardápio, organização, qualidade de produtos e atendimento. Isso para ficar no geral, já que não é incomum ver o chef perder as estribeiras com um ou outro.

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No segundo atendimento, a chef volta a analisar o atendimento, mas desta vez, com o restaurante fazendo um prato ensinado por ele. E o filme se repete. As coisas não funcionam, o que deixam o apresentador descrente do que vê.

Na maioria dos casos, os problemas começam na relação entre os donos do restaurante. Aqui entra a parte mais humana do show. Jacquin busca entender tudo o que aconteceu para que ele precisasse estar ali. Como o restaurante chegou naquele ponto? Ainda é possível salvar esse rolê?

Em todos os momentos, Jacquin dá dicas de como melhorar absolutamente tudo, desde a posição das coisas na cozinha, até mesmo na parte administrativa do negócio. Essa segunda parte gerou críticas, antes mesmo da estreia do show.

Danielle Dahoui, chef e apresentadora do ‘Hell’s Kitchen Brasil, do SBT, fez críticas pesadas ao francês. Em entrevista, ela questionou: “mas como uma pessoa que faliu todos os restaurantes em que trabalhou, que tem milhões de processos trabalhistas, vai fazer um programa desses?”. Além de citar que o chef possui diversos processos trabalhistas em suas mãos.

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Apesar da saia justa, os participantes do programa mostram total confiança em Jacquin, que dá nova vida aos restaures. O arco final do mostra mostra os locais totalmente reformados, da locação ao cardápio.

É inegável que Jacquin tem o show em sua mão. Assim como todo programa, este não é perfeito. Por trabalhar o mesmo formato em todo episódio, ele poderia ser cansativo, mas isso não acontece.

Como cada caso é um caso, o chef mostra firmeza em todas as suas ações, o que deixa funcionários com cabelos em pé e espectadores grudados frente a TV.

Pesadelo na Cozinha é exibido pela Band, nas quintas, às 22h30.


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