Crítica | Venom

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Eu tinha N motivos para não ver Venom. A crítica especializada botava o filme abaixo de Mulher Gato e do novo Quarteto Fantástico. Fora isso, eu não tina me empolgado com a ideia. Se Harry Potter sem Harry Potter é golpe, que dirá coisa da Marvel que não é feita pela Marvel.

Um filme de origem de um vilão que foi transformado em anti-herói. Será que realmente precisávamos disso? E esse Venom é bem diferente daquela criatura que deixou Tobey Maguire com sua skin emo em Homem Aranha 3.

Este tinha tudo para ser uma criatura sádica, perversa, interessante. Mas o resultado foi longe disso. Se os trailers se mostravam animadores, o filme, para variar, não seguiu isso. E foi assim que fomos apresentados a uma clássica jornada do herói, sendo essa sem o mínimo de pé, tampouco cabeça.

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O filme se propõe a contar sobre os simbiontes e de que forma eles chegam chegam à Terra, através de um exploração planetária Fundação Vida, de Carlton Drake (Riz Ahmed), um personagem extremamente genérico e totalmente sem sal.

Essa espécie de parasita de funde com um corpo de um hospedeiro e assim consegue fazer coisas que só as histórias em quadrinho podem imaginar. Obviamente, algo assim, mais cedo ou mais tarde, cairia nas mãos de nosso protagonista, Eddie Brock, um jornalista investigativo bem clichêzão, interpretado por Tom Hardy, que mesmo em sua versão dublada, tem sérios problemas de fala. Amigão, fono amanhã.

Em determinado ponto, os caminhos de Drake e Brock se cruzam. Com um roteiro de decisões fáceis, é meio que certo que o protagonista se dá mal e perde tudo, inclusive o amor de Anne Weying (Michelle Williams), que apesar de servir como elo em alguns momentos, acaba sendo bem mal utilizada. Muito em culpa do fraco roteiro.

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No processo, como já fora mostrado nos trailers, um dos simbiontes, Venom, se funde com Eddie Brock é acaba “ganhando vida”. A partida daí, amigos, é barata voa. Boa parte do longa se mantém em uma boa constante para um filme de ação. Perseguições de carro, explosões, tiros e “cabeças rolando” para todo lado.

Ele perde muito por conta de sua censura. Um filme com uma violência fabricada não combina com o personagem. O nível de carnificina em uma história do Venom deveria ser Logan + Deadpool ao quadrado. E a falta disso deixou a experiência cansativa. Não que o sangue em tela fosse salvar algo, mas poderia ter dado uma animada e ir além de socos, gente jogada na parede e barulho de mordidas.

Se essa constância tivesse sido mantida por todo o filme, não seria nenhum exagero dizer que ele era um bom filme. O grande problema é que, nos últimos 25 minutos do filme, ele dá uma virada muito estranha e se perde completamente.

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Riot, o simbionte vilão, aparece praticamente do nada. A batalha entre as criaturas também deixa muito a desejar. É o tipo de briga de filme que você assiste e só consegue soltar um bocejo quando ela acaba. Fora que a roupagem de jornada do herói, aqui já citada, é bem estranha. Do momento em que Venom resolve fazer o que ele faz, até o fim, o sentimento de “é sério isso” praticamente grita na sua cabeça.

Vale dizer que o filme não é de todo mal. A interação de Eddie Brock com Venom é interessante, resultando em diversos momentos engraçados e inusitados. E Tom Hardy, apesar dos problemas de dicção, é um ator interessante, principalmente para ação. Quando o filme pediu, ele estava lá.

Os efeitos especiais do filme também merecem destaque. Apesar da forma estranha do personagem, toda movimentação para que ele se torne quem é, é bem construída. Em nenhum momento deixa transparecer na tela do CGI, a ponto de você ver que algo está visivelmente num tom mais claro, destoante do todo. Há uma cena de batalha entre os simbiontes que poderia por tudo a perder, mas ela foi um dos bons acertos do filme.

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O longa ainda conta com duas cenas pós-créditos. A primeira deixa aberta a possibilidade de uma sequencia, com um vilão da mesma linhagem do deste filme, mas algo bem mais perverso. Se você conhece o mínimo de Venom, não vai precisar de muito para entender a abertura. Já a segunda cena é apenas um “esquenta” para outra obra que está na mão da Sony.

E o melhor de tudo, temos a participação de Stan Lee!

Não vou dizer para vocês não assistirem um filme. Ele é ruim? Num todo, é, mas nada tão assombroso quanto foi pintado. Não é um Esquadrão Suicida, mas dá para se passar um tempo. Mas é claro que se pode encontrar algo melhor para se fazer.


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Venom

Venom
5

Roteiro

3/10

    Atuação

    5/10

      Edição

      5/10

        Trilha Sonora

        7/10

          Fotografia

          5/10

            Pros

            • Ação bem balanceada
            • Efeitos especiais funcionam
            • Boa interação entre protagonista e criatura

            Cons

            • Roteiro é terrível
            • Vilão chato e sem carisma
            • Falta de violência em um personagem sádico

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