Vingadores: Guerra Infinita| A maior batalha dos nossos heróis?!

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Quando Nick Fury (Samuel L. Jackson) apareceu na mansão de Tony Stark (Robert Downey Jr.) lá em Homem de Ferro, no ano de 2008 -no primeiro longa do MCU- começamos a ver a grandeza que hoje é este universo de fantasia da Marvel nos cinemas.

E cá estamos nós, 10 anos depois, vendo que o “mundo é muito maior do que achamos” e que, afinal, a ideia de Fury de reunir os heróis mais poderosos da Terra talvez tenha a partir de agora um significado maior do que nunca.

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Ontem, finalmente pude assistir a Vingadores: Guerra Infinita, um dos mais aguardados longas de nossa geração, que lotou salas de cinema logo na estreia e poderá render até mais de 200 milhões de dólares só na estreia dos EUA. E, na boa? Foi muito bacana! Um mix de sentimentos, mais positivos do que negativos (mas existem sim), pela trama construída pelos irmãos Joe e Antony Russo. Vem comigo!

Ah, uma coisa importante, esse texto não terá spoilers!

Trama

A trama de Guerra Infinita não demora para se desenrolar. É tudo bem direto, inclusive as ameaças. O filme já se inicia mostrando que decisões erradas podem ser fatais, marcando que mortes estarão presentes sim, e não perde tempo com contextualizações do que está para acontecer ou quem é quem, no máximo uma rápida explicação sobre as Joias. Tudo fica subentendido nos 18 anteriores longas da produtora.

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Desde a aparição de Thanos (Josh Brolin) à maneira que cada herói é apresentado e se une para lutar flui naturalmente e faz sentido. Nenhum evento é isolado e sabemos que, no fundo, cada um está atuando como pode para o todo, mesmo que as marcas da Guerra Civil ainda sejam sentidas com Tony Stark, que tenta levar uma vida normal com Pepper (Gwyneth Paltrow), e Steve Rogers (Chris Evans), agora Nômade e atuando na clandestinidade.

Isso também aparece em casos soltos, como os Guardiões da Galáxia, respondendo a um pedido de socorro que se tornará maior que tudo para eles ou o Dr. Estranho (Benedict Cumberbatch), que recebe um estranho visitante ao Sanctum Sanctorum.

E também a tão reclamada ausência do Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e do Homem-Formiga (Paul Rudd) nos trailers, mas que se você leu a HQ de prelúdio do novo longa já não é surpresa).

Personagens

Uma das preocupações anteriores era como o roteiro iria dar conta de tantos heróis em cena. A solução já tinha sido mostrada e estava clara se você foi atento aos trailers. E foi uma boa sacada, me limito a dizer que a história é dividida em frentes de batalha, equilibrando o filme.

Não vou dizer que todos são super presentes ou relevantes, pelo contrário, mas cada um tem seu espaço e os eventos são mostrados como supostamente seria caso aquilo fosse real. Nada de clichés para destaques heróicos.

Vejo que esse filme não tinha tempo e nem porque pra isso. Thanos está ali. Ele é o protagonista e os heróis precisam encontrar um jeito de defender a Terra. E é isso.

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Mas lembra das informações que saíram, de que haveria mais de 60 lutando pela mesma causa? Pois é, não é bem assim. Se você vai ao cinema esperando um All Star Team Up, não sairá muito contente. Afinal de contas, o filme ainda não foi a grande parte da trama. Isso foi apenas o começo.

O ataque de Thanos e da Ordem Negra em busca das Joias, o que pode não ser tudo aquilo que você, assim como eu, estava esperando por querer ver literalmente todos os heróis unidos.

Piadocas

Essa, meu amigo, é a parte que mais me incomodou no filme: o excesso de piadas. Em teoria, todas funcionam bem até, principalmente quando já estamos acostumados àquele típico senso de humor Marvel, com os protagonistas falando algo engraçado em um momento desnecessário e que acaba ficando forçado. Pelo menos para mim ficou.

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Mas tem um motivo pelo qual não gostei disso. Se eu ri? É claro que sim! Há momentos muito bons, porém, houve um exagero na quantidade, principalmente se levarmos em consideração que Guerra Infinita é um filme onde há muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, o que nos leva a misturar vários sentimentos enquanto se desenvolve, e isso é bem complicado ao estarmos num estado x e do nada ser jogado pra y só porque alguém falou algo bobo ou tropeçou ao fundo da tela.

Thanos

Destruir metade da população do universo e balanceá-lo. Esta é a missão do Titã. Algo simples e que até soa fraco como motivações de um vilão, mas que até é compreensível. Thanos é um genocida com ego inflado e que acha que está certo.

Durante o filme, vemos suas motivações e o vilão não é de todo superficial ou intocável – principalmente pelo que ele tem que fazer para conseguir o que mais deseja, as seis Joias do Infinito. E não, desculpa aí produção, ele não é o Darth Vader desta geração.

Não o considero o melhor vilão Marvel, até porque matar por matar, achando que faz o certo, é o cliché típico. Porém foi interessante ver como isso foi se construindo e que o filme não se limitou apenas na força e brutalidade de Thanos, explorando pontos de sua relação com sua ‘filha’ preferida Gamora (Zoe Saldana), o que o humaniza.

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Outro ponto interessante é ver que nem tudo é fácil em sua jornada para concluir seu objetivo de ter todas as Jóias, o que me remeteu a trechos da Trilogia do Infinito, saga das HQs de 1990 roteirizada por Jim Starlin (que serviu de inspiração para o filme), onde Thanos enfrenta vários desafios para reunir todas as Joias, e sem a ajuda da Ordem Negra, grupo que surgiu apenas na saga Infinito, lançada em 2014.

Daqui pra frente…

Já sabiamos que a batalha contra o titã não seria fácil, e realmente não foi. Já venho adiantando que há mortes causadas sim pelo vilão e que são de doer o coração, cara. De verdade mesmo. Quando o filme terminou, ficamos ali, quietos, boquiabertos, sem muita reação. À maneira que aquilo terminou, só vinha à cabeça “Não… E agora?”

Mas a real questão é se o que aconteceu, aconteceu pra valer. Porque sabemos que não é bem assim. Se você ver o filme, pode até se desanimar por ficar aquele sentimento de ‘foi mas não é’, sabendo que voltarão atrás com certos ~ acontecimentos ~ por ser óbvio o porquê. E que se não for! Aí meu amigo, isso sim que é mind-blow!

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Digo isso mesmo com a seguinte declaração de Joe Russo ao Screen Rant: “Não há cenários ‘e se?’. Tudo o que acontece nesses filmes, acontece nesses filmes. Não existe algo como uma ‘realidade em potencial’. Não afeta a história. Se acontece, acontece. Queremos nos comprometer com a narrativa e a forma mais completa de fazer isso é não nos permitirmos coisas como, ‘ah, era tudo um sonho da realidade'” (trecho retirado do Omelete).

Tudo o que acontece pode ter explodido a cabeça dos fãs, e quebrado o coração também, mas acredito que alguma possível resposta do que aconteceu só poderá vir no filme da Capitã Marvel, previsto para março de 2019, apenas dois meses antes do retorno dos Vingadores aos cinemas, em maio. E caras, como quero saber logo do título do quarto longa, afinal, os diretores falaram que era um ‘título assustador’.

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Concluindo

No fim, Vingadores: Guerra Infinita nos entrega uma trama interessante num estilo diferente daquilo que é de costume. Mesmo sem fugir dos padrões da Marvel, mas ousando em suas decisões, o filme prende o espectador a cada cena, fazendo você rir e sofrer junto com os personagens que conhece tão bem e pelos quais se apega. Talvez seja essa a dificuldade de se despedir deles, mesmo sabendo que talvez não.

Quando comecei a ver estes filmes tinha apenas 12 anos, e foi minha segunda paixão após Star Wars. Conforme fui crescendo, não larguei o barco e conheci ainda mais destes heróis, e hoje, 10 anos depois, ver a dimensão que isso tomou é emocionante, não nego. Foi incrível ver a reação do cinema em cada cena que acontecia algo ‘wow’. Ver como estávamos envolvidos naquilo com palmas, gritos de êxtase… e o silêncio.

E agora, mais do que nunca, os heróis remanescentes devem esquecer as diferenças e deixar o passado para trás. O estrago de Thanos foi profundo e, com certeza, mais do que nunca, o grito de guerra deve ser usado…

“Avante, Vingadores!”

Vingadores: Guerra Infinita

Vingadores: Guerra Infinita
8,5

Roteiro

9/10

    Edição

    8/10

      Fotografia

      9/10

        Trilha Sonora

        8/10

          Pros

          • Cenas de ação
          • Construção da trama
          • Distribuição de personagens em tela

          Cons

          • CGI
          • Piadas
          • Motivações de Thanos

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