Da independência à conquista

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Oi oi, galera! Como vocês estão?

Hoje a inspiração bateu, e como é dia de crônica eu coloquei tudo na ponta do teclado e deu um bom resultado, graças à minha leitura atual. Confiram!


 

Reprodução: Google/MdeMulher

Reprodução: Google/MdeMulher

 

O relógio está programado para despertar às 6h30 da manhã, de segunda à sexta-feira. No sábado tem o adicional de uma hora e meia a mais, despertando às 8h da manhã. No domingo era o dia de descanso, mas só do despertador, porque a rotina continuava, só mudava os afazeres, que nesse dia era destinado aos serviços domésticos. Dia-a-dia pesado? Muitos dizem que sim, outros dizem que “não é mais que a obrigação” e alguns falam que isso é apenas sucesso e independência. Ela trabalha na mesma empresa que o irmão, tendo o detalhe de ter entrado depois e ter sigo promovida antes. A rotina é um pouco mais corrida, mas ela não tem família, dois filhos e um cachorro para cuidar depois do trabalho, não tem janta para fazer e nem atenção para dar à um marido. 

No fim do dia ela é livre. No começo da semana marca sempre uma ligação em vídeo com os pais, já que eles moram em outra cidade. Quinta e sexta-feira são os dias do “happy-hour” com as amigas, sendo que sexta tem a grande possibilidade de ser prolongado para uma baladinha. Vendo assim os homens podem até falar que a vida é fácil e “blá blá blá”, mas não tem o mesmo preparo, os mesmos hormônios e muito menos a mesma força de vontade. Para ela, o dia tem 24 horas. O dia não é apenas dedicado ao trabalho, mas também é divido em algumas tarefas domésticas de pouco tempo exigido, além de ler as notícias, cuidar da beleza e não se esquecer da saúde. A noite, além do descanso, ela coloca as compras de supermercado em dia, verifica a caixa de e-mails e dá conta de manter contato com os amigos e a família. Só a sexta-feira que é mais badalada, e não é por causa da balada, mas sim porque ela sai de casa às 7h30 da manhã para chegar às 5h da manhã do outro dia. Pesado, porém divertido.

O domingo, o dia mais esperado, é conhecido como o dia da preguiça. É só nesse dia da semana que ela fica de pijama o tempo inteiro, que a caixa de e-mails sossega, que o celular para de apitar um pouco e que ela fica na cama até depois das 10h da manhã. Ah, que delícia! Não tem ninguém pedindo por relatórios, ligações, reservas e muito menos papeladas. É o dia em que dá para fazer um almoço elaborado, com uma salada fresquinha ou então uma massa ao molho branco. É o dia de lavar e passar com muita delicadeza cada roupa, além de separar todos os looks para a próxima semana que está prestes a começar. Nessas horas a melhor companhia é uma música bem animada, cantando com o borrifador de água ou dançando com a vassoura enquanto varre a casa. Nada como um bom tempo sozinha!

Sozinha. Ela só se dá conta de que está sozinha quando chega o fim de domingo, na hora da comédia romântica que baixou na internet e está tomando um suco natural ou se dando o luxo de um potinho de sorvete. Mesmo com essa correria toda, ela toma cuidado para manter a forma, já que na sua agenda não tem muitos horários vagos para frequentar uma academia. Só tem tempo para o trabalho, e toda vez que tenta se matricular pelo menos nas aulas de pilates ela paga, faz uma aula e nunca mais aparece.

No quesito amor, muitos a questionam. “E os namorados?”, “Não anda saindo com ninguém?”,  “Nesses anos todos você ainda não conheceu ninguém interessante?” e até mesmo “Mas ainda solteira?”. Todos devem pensar que ela vai se tornar aquela tiazona que leva os sobrinhos para passear no shopping durante o final de semana, mas quando é colocada essa situação em pauta ela dá de ombros e finge, educadamente, que não ouviu esse absurdo. Ela não está nenhum pouco preocupada com esse assunto, já que segue os conselhos da sua mãe de estar “antes só do que mal acompanhada”. Se completar 30 anos e não tiver arrumado um namorado, ela não vai sair por aí gritando ou surtando e beijar o primeiro que passar na rua. Ela é da geração que acredita na hora certa, no lugar certo e na pessoa certa. Então, quando tiver a plena certeza ou o pleno sinal disso, ela vai investir. Afinal, ela já tem seu emprego, é bem sucedida, tem seu carro e já comprou seu flat com uma ótima localização. Só não decidiu ter um cachorrinho por falta de tempo.


 

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