A esperada (para o bem ou para o mal) volta de The Walking Dead

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The Walking Dead, para mim, tem muitas semelhanças com Game of Thrones. As duas têm uma relação de amor e ódio com este que vos fala. E parei de vê-las quase na mesma época (TWD no começo da quarta temporada e GoT no fim do quinto ano), as duas pausas foram causadas por um desgaste com o que a série apresentava e como caminhava, coisa minha mesmo.

Talvez o que deixa TWD tão próxima de GoT é o buzz que elas geram. Na era do streaming, em que Netflix lança todos os episódios de uma vez e faz com que pessoas terminem uma temporada em dois dias enquanto que outras levam anos, é bacana ver o que essas duas séries fazem.

Cada episódio é um evento, todo mundo assiste junto, todo mundo comenta com os amigos sem correr o risco de tomar spoiler ou ser julgado por ainda estar atrasado. Faz lembrar Lost, em que todo mundo se dedicava a assistir junto com os EUA o mais rápido possível para discutir teorias.

The Walking Dead conseguiu repetir esse feito, o Twitter e o Facebook pararam para ver a estreia da sétima temporada. Afinal, o episódio finalmente revelaria quem foi a vítima de Lucille, a arma de Negan (Jeffrey Dean Morgan). Quem não estava curioso? Eu voltei a ver TWD só por causa disso!

Terminado o episódio, só fica a impressão de como o cliffhanger deixado na temporada anterior foi horrível. A decisão de segurarem o mistério de quem morreu durante meses é de uma preguiça tremenda.

Não revelar na season finale quem morreu foi um recurso baixo, pobre e sem conteúdo. Game of Thrones fez a mesma coisa ao inventar que Jon Snow podia ou não retornar no sexto ano. The Walking Dead fez todo mundo acreditar que Glenn (Steve Yeun) morreu em “Thank You”, terceiro episódio da sexta temporada e, apesar de bem executado tecnicamente, foi um plot broxante.

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Quem lembra dessa patacoada?

“The Day Will Come When You Won’t Be” foi bem executado também, e foi tão broxante quanto. Parem pra pensar: além das mortes causadas por Negan, o que de importante tivemos nesse episódio?

A chegada de Negan aponta que a dinâmica do grupo de Rick (Andrew Lincoln) irá mudar, mas o episódio gastou seu tempo de tela mostrando algo que já devia ter sido mostrado no fim da temporada passada.

As consequências provocadas pelas mortes serão mostradas num próximo episódio, como Alexandria se comportará sendo comandada por Negan também serão mostradas futuramente, como Maggie (Lauren Cohan), Rick e os outros personagens lidarão com o luto também, o destino de Daryl (Norman Reedus) idem. Um episódio inteiro para afirmar que Negan é um cara mau.

A estreia da sétima temporada foi extremamente bem dirigida, bem atuada e foi cruelmente gráfica na hora que precisou ser. TWD nunca teve medo de chocar, e as mortes foram chocantes como deveriam, honrando o material original.

twd

The Walking Dead sempre teve bons episódios de início de temporada, mas em termos de história “The Day Will Come When You Won’t Be” não acrescentou muita coisa. O problema é que TWD tem o péssimo hábito de gastar tempo de tela ao longo da temporada com plots desinteressantes. O bom episódio inicial anima e promete muita coisa boa.

Entretanto, The Walking Dead já prometeu muita coisa boa antes e não conseguiu cumprir. O próximo episódio tem uma função enorme em fazer a história avançar (maior até que essa premiere), rezemos para que consiga.

O que achou do retorno de The Walking Dead? Deixe seus comentários 😉

The Walking Dead - 7x01: "The Day Will Come When You Won't Be"

The Walking Dead - 7x01:
7,2

Roteiro

6/10

    Atuação

    8/10

      Fotografia

      8/10

        Trilha Sonora

        7/10

          Edição

          7/10

            Pros

            • Boa adaptação das HQs
            • Excelentes atuações
            • Tecnicamente bem executado

            Cons

            • Pouco acrescenta à temporada
            • Encerramento de um cliffhanger cansativo
            • Pouco tempo de tela para explorar outros plots

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