Falar sobre seus defeitos, assusta

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Pensando sobre a minha vida e os recentes acontecimentos nela inseridos, em casa, tentando escrever sobre marketing, a minha inquietação não permitiu que eu desse continuidade para os meus afazeres. Era hora de parar e pensar no que me incomodava.

Era hora para a autoanalise.

Refleti sobre a dificuldade em sermos exatamente quem somos, num mundo você precisa mascarar sentimentos, e ser feito de ferro. Conclusão, quem só é de carne e osso se estrepa primeiro.

Todos nós temos defeitos e qualidades, porque ninguém é perfeito. É importante falarmos de nossas qualidades, mostrar o que temos de melhor e mais bonito, principalmente nas relações em que há o interesse em estar perto de alguém (no sentido mulher-homem-homem-homem-mulher-mulher, veja qual se encaixa para você). Ao mesmo tempo em que somos pessoas incríveis e brilhantes, nossos lados opacos ficam escondido na hora do flerte.

Mas você começa a se sentir mais livre conforme o tempo para falar sobre si mesma (o), mostrar as suas partes feias, ou as não tão feias assim, e. Você conta seus defeitos, porque afinal, que mal teria isso? Todos nós temos, só que de repente você passa a não ser mais tão legal assim.

De repente você passa a ser uma maluca (o) que, tem a cara de falar sobre uma coisa que todos temos. E quando você fala sobre esses defeitos, porque aprendeu a falar, sem se sentir humilhada, as pessoas se espantam, correm, como se fossem seres, que nasceram prontos, destinados à uma perfeição que não existem.

Pessoas querem pessoas moldadas em seus moldes. Pessoas querem pessoas que atinjam todas as expectativas que elas mesmas criaram, de você como um ser que não pode falhar e nem comentar sobre experiências de vida. Amigo, isso não existe.

Se todos nós falássemos mais não somente sobre o que temos de bom, mas sobre o que temos de diferente e ruim, talvez iriamos refletir mais sobre nossas atitudes com o próximo.

Talvez a gente desse risada de tudo, talvez a gente pudesse ser quem exatamente quem somos, sem  jogos ou guardanapos no colo, talvez a vida seria mais leve se a gente fosse sincero, talvez a gente até se reconhecesse no erro do outro.

É, talvez.


Este post só foi possível com a ajuda da Marilene Melo e muitas outras pessoas que acreditam no Junta 7 e tornaram-se nossos padrinhos Jotinhas. Colabore você também clicando aqui.

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