Fica, Olimpíada! Vai ter bolo…

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Foram sete anos de expectativa. Desde 2009 eu esperava por esse momento. Muitos percalços no meio do caminho. Obras atrasadas, críticas pela situação financeira do país e por ai vai.

Muito aconteceu até ela chegar. Tentaram apagar a tocha, não uma, não duas, mas diversas vezes. Outra chuva de críticas por conta dos condutores. Mas ela esteve aqui, bem pertinho da gente

Depois de muito esperar por esse momento, quando a gente menos viu, já acabou. Após 17 dias, que Gustavo Lima classificaria como “Foi bonito, foi/ Foi intenso, foi verdadeiro/ Mas sincero“, ela chegou ao fim. A Olimpíada acabou. E agora, José?

No começo da competição, numa conversa com os amigos do Linha Esportiva, o João Gabriel disse que a Olimpíada tem algo de mágico. Confesso que demorei a entender o real significado, mas ele veio na primeira disputa brasileira. A Olimpíada me propiciou sentimentos de torcedor que eu jamais achei que sentiria. Senti.

Tudo começou com a mais bela festa que eu já vi. Para aqueles que desconfiavam da abertura, aos quais me incluo, principalmente pelo fiasco da abertura da Copa do Mundo, o queixo foi ao chão. Em uma mistura única de cores, ritmos e povos, o Brasil mostrou ao que veio. Mostrou que essa não seria apenas uma Olimpíada, mas que essa seria A Olimpíada.

Olimpíada de torcidas inusitadas. Dos ouros improváveis do Thiago, no salto com vara, do Robson, no boxe e da Martine Grael e da Kahena Kunze, da Vela. Também teve aqueles que a gente já contava, como os dos meninos do vôlei, futebol, vôlei de praia com Alisson e Bruno e da nossa menina Rafaela, no judô.

Pratas com gostinho de ouro, como as do Diego Hypolito, da ginástica, sendo o maior expoente da palavra superação. Assim como as do Isaquias na canoagem, que desponta como um monstro e a do Felipe Wu, primeira de todas e grata surpresa. Das pratas exaltadas, mas que deixaram um gostinho de quero mais, com o Arthur Zanetti e das meninas Agatha e Bárbara.

E os bronzes? Dignos de exaltação! Maira Silva e Rafael Aguiar, no judô. Arthur Nory, na ginastica. Poliana Okimoto, na maratona aquática. Maicon Siqueira, no Taekwondo e, mais uma vez, Isaquias!

7 ouros, 6 pratas e 6 bronzes. A maior quantidade de ouros desde Atenas, na Grécia, em 2004. A melhor campanha da história do Brasil em toda a história. A melhor olimpíada da história.

Olimpíada das lendas, como o tri-tricampeonato de Usain Bolt, que torceu para a gente na final do futebol, pondo ponto final no fantasma de ser a única competição futebolística que nos faltava. E foi com requintes de crueldade.

A última de Michael Phelps, que voltou para a casa com seu 23º ouro, mas que viu seu colega de delegação Ryan Lochte armar a maior confusão, mentir que foi assaltado e ser pego com a boca na botija.

As primeira de Simone Biles, que em sua primeira Olimpíada, aos 19 anos, voltou para a terra do Tio Sam com 4 ouros e 1 bronze. Já disse que ela só tem 19 anos?

Tudo muito bom, tudo muito bem. Tudo foi mágico, digno de ficar na memória por anos e anos, mas acabou. A bola foi passada, nos vemos novamente daqui 4 anos, em Tóquio, no Japão.

Por aqui, a vida segue. A rotina volta, mas o que se passou, jamais será esquecido.

Obrigado, Olimpíadas Rio de Janeiro 2016.

Obrigado :’)

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