A força da figura feminina na música

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Que 2016 está voltado para as conquistas das mulheres todos sabem, já vimos nas Olimpíadas do Rio 2016 o sucesso das atletas e toda a sua torcida. Agora, desde o início do ano (até mesmo 2015), vemos a inserção das mulheres no meio musical.

Antes, o gênero feminino estava presente nas letras das músicas, apenas. Era o amor não correspondido, a traição ou o sexo, de forma vulgar. Sem contar que mulheres, assumindo o posto de cantoras, antigamente era raro de se ver. Você já deve ter ouvido falar de Carmem Miranda, das Irmãs Galvão, Inezita Barroso e Roberta Miranda. Exemplos de inserção feminina num cenário musical totalmente masculinizado. Digo ‘inserção’ no sentido de trazer, além da figura da mulher aos palcos, novos letras e ritmos para a música brasileira.

Inezita Barroso e as Imãs Galvão, sucesso do sertanejo da viola caipira junto à sanfona

Inezita Barroso e as Imãs Galvão, sucesso do sertanejo da viola caipira junto à sanfona

Hoje, com o leque de ritmos e gêneros musicais a situação mudou. Claro, a aparição da mulher no cenário musical não é recente. Há anos temos bandas, duplas, cantoras solos e tudo mais, mas o reconhecimento, infelizmente, não é o mesmo. Naquela época não havia essas parcerias (ou padrinhos) que vemos hoje. Artistas renomadas “trazem ao mundo” novos cantores, apresentando talentos de uma forma bonita de se ver, mostrando reconhecimento e humildade.

Forró, axé, samba, pop, rock, funk e sertanejo. Hoje temos representantes femininas de todos os ritmos, trazendo o lado de defesa feminista à tona, através das letras. Se o amor antes não era correspondido pela mulher, hoje os papéis se invertem, assim como muitas outras situações cotidianas que suas músicas retratam.

SERTANEJO COMO EXEMPLO CLARO DA FIGURA FEMINA

No sertanejo, ritmo predominantemente masculino, as mulheres tomaram conta. Cantoras solo ou duplas trazem cada vez mais a importância da igualdade de gêneros em suas músicas. Exemplos atuais são as duplas Maiara & Maraísa e Simone & Simaria, além das cantoras Marília Mendonça, Paula Fernandes, Gabi Luthai e Paula Mattos.

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Maiara, Maraísa, Marília Mendonça e Paula Mattos

No “sertanejo feminista“, as mulheres são protagonistas cantando para outras protagonistas da vida real. São mulheres de vinte e poucos anos para mais, narrando experiências de vida na música.

Nessa vertente, temos a sofrência feminina. Acredito que a maioria das músicas do sertanejo atual (principalmente o feminino), trazem o sofrimento na canção. É o amor, a dor, a vingança que sofre, a paixão e etc. Tudo cabe numa “moda derramada“, como já disse Maiara e Maraísa em seus shows. Mas cá entre nós, esse sofrimento todo rende muito.

Foi assim com Roberta Miranda, lá nos anos 80 e 90. Figura feminina no sertanejo, estilo “sofrência” (só que na época não era assim chamado, né?) e sucesso. A composição da temática dolorosa com a impressão frágil feminina combinam. São duas características que chamam atenção e que, com o público predominantemente apaixonado, há identificação.

Reprodução Veja

Reprodução Veja

Pena que a aceitação do mundo musical e do entretenimento ainda sofre aversão. O machismo no meio da música ainda existe, assim como em qualquer outra situação, escolhendo cantores e repertórios, já que defender e igualar o sexo feminino ainda não é de costume de todos.

No Brasil, nosso elenco feminino é muito variado. Temos Bruna Viola e Gabi Luthai, trazendo ritmos ecléticos e variados. Cantoras super novas de idade e mega talentosas. Já a dupla Lola & Vitoria trazem a defesa feminina na raça. Suas músicas incisivas trazem temas pontuais sobre o machismo. Duas canções de sucesso delas são “Tô Grávida” e “Nem Se Fosse o Safadão”. Confira:

Agora é só acompanhar todos os sucessos e curtir o tal do “sertanejo feminista”. Todas elas são ótimas e você não pode negar que, de vez em quando, aquela sofrência da “moda derramada” é bem vinda.


Deixem nos comentários as cantoras que vocês mais gostam e o que acham desse feminismo no mundo musical.

Até a próxima.

 

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