Fliperama| Driver 2 – The Wheelman is Back

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Sabadão chegou. Finalmente a gente vai poder sentar para curtir um dia de vídeo-game, não é?

Diferente do que aconteceu nos outros textos do Fliperama, desta vez não vamos para a locadora alugar fita. Como vamos falar sobre um jogo do Playstation 1, então vamos até aquela banquinha de jogos por R$ 10.

Sim, eu sei você também fazia isso. Era errado, mas eram outros tempos. Mas voltemos ao jogo. Lançado em 2000, esse jogo fez sucesso pouco antes de GTA explodir. E por que tal comparação? Jogabilidade.

Hoje é dia de jogar Driver 2 – The Wheelman is Back

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Como o nome dá a entender, Driver 2 é a sequência de um jogo que foi lançado um ano antes, em 1999. Seu nome? Driver: You Are the Wheelman.

O jogo, lançado pela Reflections Interactive, conta a história de John Tanner, agora um detetive da policia de Chicago. Em Driver 2, John ganha um novo parceiro, Tobias Jones. O objetivo de ambos é encontrar e prender Pinky Lenny.

Lenny é um mafioso perigoso. Ele era o braço-direito de Solomon Caine, um dos antagonistas do jogo, dono de um império em Chicago e Las Vegas, mas o traiu e se uniu a Álvaro Vasquez. O lance curioso, pelo menos para nós, é que Vasquez é brasileiro. Como era de se imaginar, ele é chefe de uma gangue. Pois é…

E como o inimigo do meu inimigo é meu amigo, na procura de vingança, Caine se junta a John e Tobias na intenção de capturar Lenny e Vasques, cada qual com seu motivo. Enquanto Tanner quer prendê-lo, Caine o quer por motivos pessoais. Vocês entenderam.

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A perseguição atrás de Vasques é implacável. A verdade é tamanha que as missões John Tanner se passam por quatro cidades em três países diferentes. Além das fases em Chicago e Las Vegas, nos Estados Unidos, o game ainda vai para Havana, em Cuba e Rio de Janeiro, aqui no Brasil.

A grande revolução que o jogo trouxe, pelo menos em relação ao primeiro jogo, é a possibilidade de abandonar o carro e explorar as cidades a pé. Mas como mapa aberto é terra de ninguém, também existia a possibilidade de roubar outros veículos.

Todo o jogo foi desenhado como se fosse um filme clássico de perseguição dos anos de 1960 e 1970. Toda a ambientação segue essa linha, desde o visual 3D do personagem, passando por carros e terminando na trilha sonora do jogo.

Trilha sonora, inclusive, que traz faixas fantásticas, como Sitting Here Alone, de Hound Dog Taylor e Fever, de Dust Junkys. Até mesmo Mozart se faz presente em um vídeo em uma das fases do Rio de Janeiro.

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Outro ponto curioso do jogo era o seu tamanho. Ele era grande demais para ser suportado por apenas um CD, por conta disso, ele era dividido em dois discos. Quem está acostumado com a modernidade dos consoles atuais, jamais imaginaria a “cirurgia” que era passar para o disco dois.

Cada um continha as fases de duas cidades. Após zerar as 18 fases do primeiro disco, que continha Chicago e Havana, você precisava abrir a tampa do console, retirar o CD1 e inserir o CD 2, para iniciar as outras 19 missões, que eram partilhadas entre Las Vegas e Rio de Janeiro. E o vídeo-game continuava ligado, caso contrário, você precisaria refazer a última missão para chegar até esse ponto novamente.

Originalmente, Driver 2 – The Wheelman is Back foi lançado para Playstation 1 em 2000. Dois anos depois, em outubro de 2002, o game ganhou sua versão para Game Boy Advanced.

Esse foi, sem sombra de dúvida, um dos jogos que mais deixaram saudade. Quer conhecer a história de um jogo que te marcou? Mada para a gente aí nos comentários ou pelo juntacast@gmail.com


Este post só foi possível com a ajuda de André Cabrero e outras pessoas que acreditam no Junta 7 e tornaram-se nossos padrinhos Jotinhas. Colabore você também clicando aqui.

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