Hai to Gensou no Grimgar – Crítica da 1ª Temporada

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Depois de acompanhar Sword Art Online, Log Horizon e Dungeon no Deai provavelmente você ficará interessado em outros animes com tramas que emulem a temática de um MMORPG ou que os personagens estão literalmente estão presos em um jogo do gênero. Hai to Gensou no Grimgar é uma boa opção para saciar essa abstinência enquanto esses outros animes não ganham suas sequências.

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Diversas pessoas que não se conhecem acordam em um mundo medieval desconhecido trajando roupas contemporâneas. Com vaga ou nenhuma memória de antes de despertarem ali, eles são orientados a se organizarem em grupos, matar monstros, fazer pilhagem e arrecadar dinheiro para sobreviver ou comprarem uma vaga de Soldado na Reserva do Exército. O expectador facilmente ligará os pontos e poderá especular sobre do que se trata este mundo ao longo do anime. Seria um jogo MMORPG onde os jogadores perderam a memória ao entrarem no game? Ou o protagonista estaria em coma ou apenas sonhando?

Todos os conceitos do mundo de Hai to Gensou no Grimgar são similares aos de um MMORPG. Os personagens principais são orientados a entrarem em uma guilda, treinar o suficiente para alcançarem a classe que desejam. Após isso, estão prontos para entrarem em combate com os monstros, evoluírem suas habilidades e conseguir armas e equipamentos específicos para sua classe.

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A trama se desenvolve lentamente com poucos plot twists. Entretanto, uma reviravolta específica dita o tom do resto da trama. Pouco a pouco você irá entender a história que o anime se propõe a contar. Não se trata de um anime de ação alucinante e batalhas inesquecíveis. Hai to Gensou no Grimgar é uma história sobre de valores de amizade. Coloca estes personagens em um ambiente fantástico para extrair a essência de humanidade que é inalterável independente do ambiente externo.

O protagonista Haruhiro, escolhe a classe de ladrão. Ironicamente ele não carrega as características normalmente atribuídas a este tipo de personagem. Haruhiro é fraco, inseguro e despretensioso, mas ao longo da trama, enquanto desenvolve suas habilidades, ele começa a tomar o posto de líder do grupo, seja por sua própria pretensão ou por necessidades momentâneas.

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Os outros personagens integrantes do grupo de Haruhiro são bem desenvolvidos. Talvez pelo de chegarem ali sem memória e não precisar contar seus passados ou suas origens, o desenvolvimento dos personagens é mais linear e pouco focado a traumas (com raras exceções). O grupo de início não forma um bom time em combate, pois formam o “grupo de excluídos”, os que sobraram de outras parties. Esta estigma, de certa forma, os motiva a se provarem enquanto equipe, enquanto amigos ou até mesmo enquanto família.

O anime é conhecido no ocidente como Grimgar of Fantasy and Ash. Tem 12 episódios e é produzido pelo estúdio A-1 Pictures. Foi exibido este ano, entre janeiro e março na temporada de Inverno no Japão. A obra original é uma light novel escrita por Ao Jyumonji e ilustrada por Eiri Shirai.

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“Certo , mas o que esse anime tem de diferente?”

Bom, para falar a verdade, não muito. Não surpreende o expectador, na verdade, nem sequer tenta. Apesar da ambientação medieval e as batalhas com monstros, o anime mais parece um slice of life. Mesmo sendo um emaranhado de clichês e temáticas batidas, Hai to Gensou no Grimgar não é só mix de coisas que você já viu. Ele tem sua identidade, visualmente falando isso fica bem claro, alguns frames como telas lindíssimas, algo de encher os olhos. Mas contudo, é uma boa história, bem contada e não é digna de se descartar. Valendo ainda mais a pena se você está gostando da onda de animes que emulam um MMORPG.

Hai to Gensou no Grimgar – Crítica da 1ª Temporada

7,4

Enredo

7/10

    Personagens

    8/10

      Desenvolvimento

      6/10

        Animação

        9/10

          Som

          7/10

            Pros

            • Personagens secundários
            • Animação
            • Ambientação

            Cons

            • Pouca ação
            • Pouco aprofundamente
            • Enredo lento

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