Junta 7 Entrevista: Gabriel Woelke

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Eu, Gustavo Diccine, estou de volta  com uma entrevista muito legal, com um grande amigo e um dos melhores fotógrafos que conheço: Gabriel Woelke

Conheço esse cara já tem bons anos. Gabriel Woelke sempre se destacou em todas as atividades que se meteu a fazer e na fotografia não foi diferente. O fotógrafo bauruense vai iniciar a parte do Junta 7 que vai trazer pra você leitor, muitas curiosidades, técnicas e opiniões sobre fotografia. Então vamos lá:

1- Há quanto tempo tira fotos?

Eu tenho uma câmera considerada “Boa” faz um ano e meio, mas eu já tive contato com câmeras analógicas quando era mais novo e também sempre brinquei fazendo fotos com os celulares de hoje em dia, então não sei te dizer um tempo exato que tiro fotos, posso lhe dizer que tenho me focado mais em fotos nesses um ano e meio, mas o gosto pela fotografia acredito que venha desde sempre.

2- O que é fotografia pra você?

Fotografia pra mim é primeiramente um registro, acho que a forma que você encara a fotografia nunca vai ser totalmente completa, claro que podemos filosofar e poetizar algum conceito pro que fazemos mas isso depende muito da fase em que você está, já encarei fotografia apenas como um trabalho, assim como também já encarei outras como uma forma de expressão e arte. Meu impulso sempre foi fazer, por vontade de fazer, as vezes depois de registrar algo eu conseguia entender e visualizar algum sentido, outras vezes apenas era um registro mas pra outras pessoas se tornava algo maior, algo que lhes faziam pensar de alguma forma. Eu tento sempre poder fazer o que gosto, poder me divertir, poder me expressar, acho que a fotografia pode ser muitas coisas, não vejo sentido em ter uma ideia e opinião totalmente fechada sobre isso, prefiro pensar que ainda estou descobrindo o que a fotografia pode ser pra mim.

3- Hoje qual sua preferência, ensaios? Fotojornalismo? etc

Não tenho preferências também, claro que se eu pudesse fazer apenas autoral do que eu quisesse eu faria, mas não é assim, temos que fazer diversas coisas e eu busco sempre aprender e tirar o máximo de proveito disso, então sempre acabo gostando daquilo. Trabalhei em revistas, gostava do que fazia lá, fiz retratos de pessoas e também gostei, fotografei um pouco de arquitetura e achei aquilo incrível, fiz autorais e me sentia muito bem com aquilo. O simples fato de poder estar fazendo algo com a câmera já me agrada então não tenho nenhuma preferência, o que me aparecer eu vou tentar fazer da melhor forma possível.

4- Onde quer chegar com a fotografia?

Tenho tentado me profissionalizar mais na área, fazer site, cartão de visita, ter um acompanhando de marketing e publicidade etc, então posso dizer que meus objetivos principais na área é estar entre os fotógrafos que conseguem trabalhar e se sustentar, li uma vez que normalmente os fotógrafos demoram em média 5 anos pra se entenderem/organizarem e se colocarem como um profissional nesse mercado, estou seguindo nesse caminho, na fé de conseguir.

5- Aqui, eu gostaria que você me mandasse sua foto predileta até hoje e conta um pouco de como foi fazer essa foto.
Meio difícil eu escolher apenas uma foto, eu tenho algumas preferidas mas pela estética e outras preferidas mais pela história.
Mandei 3 fotos que fazem parte de um projeto autoral/experimental. Utilizo tecidos, apenas “jogo” eles dentro da imagem já pré-enquadrada e busco chegar em uma estética/forma que me agrade, dando um sentido de movimento na imagem.
A primeira imagem foi feita durante uma entrevista pra TV UNESP de Bauru, eles fizeram imagens da minha produção e execução das fotos, é umas das imagens que mais gosto esteticamente, acho que traz uma sensação de paz e espiritualidade.
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A segunda imagem foi feita na Praça Rui Barbosa em Bauru, gosto da estética da imagem, do tecido preto centralizado e das pessoas passando em volta. Nesse dia tive uma ajuda de um garoto que parou pra observar, perguntei se ele poderia me ajudar fazendo os cliques nas câmera enquanto eu poderia arrumar o tecido e ter mais tempo de prepará-lo pra jogá-lo.
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A terceira imagem foi feita em uma estrada de terra sentido a cidade de Agudos, gosto da estética da imagem, do tecido junto a natureza, as vezes passo horas em locais isolado até produzir alguma foto, gosto da sensação de estar sozinho no local e poder influenciar no ambiente com arte.
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6- Dica de Gabriel Woelke pra quem curte fotografia ou quer começar a fotografar.
Dicas são legais, mas na vida real não existem macetes, a verdade é, se você gosta, se você se diverte e se isso te faz lhe sentir uma pessoa melhor, então continue fazendo. Estude o que pretende aprimorar, busque fazer amigos e tenha paciência. 🙂
Leitores lindos, espero que tenham gostado da primeira entrevista na coluna de fotografia e não percam os próximos posts do Junta 7
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