Junta 7 Entrevista: Wilian Olivato

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Ele é um dos meus ídolos na fotografia de Bauru, além de amigo e acompanha minha caminhada na fotografia desde o início. Integrante da “Casa Lume”, faz ensaios e casamentos fantásticos! Aproveitem:

1- William, eu sei que você já fotografa faz um bom tempo, o que mudou na sua visão de fotografia com o tempo?

Acho que posso dizer que tudo. Aos poucos você precisa assumir onde estão essas mudanças, tentar entender os porquês. Nem sempre é fácil.
Confesso que mantenho uma certa inquietude desde o início, mas o olhar amadurece, as manias que quase todo fotógrafo iniciante aos poucos se desfazem e talvez a maior mudança seja o desapego. A auto-crítica pra rejeitar a própria foto as vezes.

2- Com todo esse tempo  trabalhando com fotografia, ainda existe uma foto que você tenha vontade de fazer e ainda não fez?

Eu me considero fotógrafo há 7 anos, desde que fiz meu trabalho profissional como contratado. Não acho tanto tempo assim, mas é claro que tem muitas fotos que eu gostaria de ter feito e não fiz. Isso muda de tempos em tempos também. Eu gosto muito das histórias que cada foto envolvem. Tem um trabalho do Avedon (Richard Avedon) por exemplo, que eu gostaria de ter feito. Ele fotografou Dick e Perry, responsáveis por um brutal assassinato de uma família em uma pacata cidade dos Estados Unidos em 1959, história que marcaria a literatura e o jornalismo após o lançamento do livro de Truman Capote, “A Sangue Frio”.

3- A fotografia para Wiliam Olivato é…

Ela é muitas coisas, mas se for pra escolher uma resposta ela seria memória acima de tudo. Ela separa um momento, um tempo, um rosto, uma rua… Acho que a maneira como lembramos das coisas ao menos pra mim, se aproxima mais de uma foto do que de um vídeo. É engraçado como agora surgem esses serviços que lembram a gente de fotos postadas nas redes sociais em anos anteriores. A gente tem a mesma sensação de abrir um álbum antigo, como fazíamos algumas décadas atrás.
4- Quais são suas referências ?
Nossa, acho que poderia passar dias falando de referências. Na fotografia tem vários pessoas que procuro acompanhar de perto, gente com quem já tive o privilégio de trabalhar junto ou mesmo estudar. Daniel Marenco, gaúcho que trabalha atualmente no Rio, um fotojornalista sensacional. Luiz Maximiano, amigo pessoal, baita fotógrafo que já faturou inúmeros prêmios mundo afora com seu trabalho. Anna Carolina Negri, fotógrafa de São Paulo que tem um olhar incrível.
Nos casamentos especialmente um americano, Sean Flanigan e outro casal cujo estúdio se chama The Image is Found. Como eu disse, é muita gente. Sou grato por artistas como a Nádia Maria aqui de Bauru, que inspira demais tbem.
Sem falar na literatura, no cinema…. afinal, cada fotógrafo sabe o que tem por trás da formação do seu olhar. E tudo, literalmente tudo ajuda nisso.
5- Agora como de costume, quero que você nos mostre sua foto predileta e fale como foi feita.
 Você já encontrou algum fotógrafo com apenas uma predileta? heheh
Eu tenho várias, mas vou falar de uma simples, feita com o celular que eu gosto muito:
Reprodução: Instagram

Reprodução: Instagram

Como eu disse antes, eu gosto dos entornos que se ocultam na fotografia. Nesse caso, foi uma simples caminhada indo de um lugar pro outro em Piratininga, onde moro e eu adoro futebol. Esse garoto fazia embaixadinhas no meio da rua e eu fotografei. Tem um monte de coisa nessa foto que fala comigo, por isso gosto tanto.
6- Dica de Wiliam Olivato pra quem gosta de fotografia
Seja curioso, tente descobrir como usar melhor seu equipamento, seja uma câmera bacana ou um celular.
E deixe seus olhos guiarem você por aquilo que gosta. É a maneira mais feliz de fotografar!
 É impossível não se tornar fã desse cara, Espero que tenham gostado e até a próxima, leitores do JUNTA 7. AH! Antes que eu me esqueça, o Wilian deixou os contatos dele pra vocês:
www.wilianolivato.com (retratos e outros trabalhos)
www.casalume.com.br (casamentos e ensaios)

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