Kibagem de conteúdo – uma refeição para lá de indigesta

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Pra começo de conversa, se você chegou até aqui achando que veria uma receita de kibe, sinto muito. Vamos falar sobre isso, mas não sobre esse kibe que você está pensando.

Gerar conteúdo, para seja qual for o tipo de mídia, não é a coisa mais simples de se fazer. Pode parecer que nós apenas abrimos um bloco de nota e começamos a escrever ou ligamos a câmera e começamos a falar, mas não é bem assim.

Antes de se produzir algo, tem toda uma preparação por trás. Estudo de caso, pesquisa, levantamento de dados e por aí vai. E não a toa ficamos chateados, para não dizer outra coisa, quando alguém copia nosso conteúdo e ainda não dá os devidos créditos. E é aqui que surge o kibe.

Na internet, kibar um conteúdo e usá-lo como se fosse seu, sem dar os devidos créditos aos criador de conteúdo. Em outras palavras, é uma modalidade de plágio da era digital. É você usar uma imagem ou um tweet de alguém, mas como se fosse seu. E é aqui que a receita começa a desandar.

Uma página do Facebook e Twitter chamada “Otariano“, por mais de uma vez, foi acusada por outros criadores de conteúdo para a web de apropriação de conteúdo alheio. E hoje a papo voltou à tona após ele participar do programa Rede BBB, do Gshow.

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Criador da página Otariano em sua participação no Rede BBB

Agora você pode pensar: mas isso é inveja de quem não gosto do trabalho do cara. Infelizmente, não. Alguns perfis de criadores começaram a postar conteúdos que o perfil havia pego de outros lugares, como esse caso aqui.

E antes fosse esse o único problema. Outro perfil de grande alcance envolvido em polêmica semelhante foi o do Chapolin Sincero, que tem quase seis milhões de seguidores no Facebook.

No começo do ano, ele teve sua página do Instagram retirada do ar, após “O Grupo Chespirito que detém os direitos de imagem do seriado do Chaves e Chapolin mandou tirar do ar o perfil do Chapolin Sincero por usar as imagens do personagem sem autorização”.

Além da imagem, não era difícil ver a página se utilizando de piadas produzidas por outros produtores, que também o acusaram na época.

Esses são apenas dois casos dos mais recentes nessa batalha entre produtores de conteúdo e pessoas que se aproveitam disso. Não quero dizer que esses dois exemplos, além de outros, sejam páginas ou youtubers, não produzam conteúdo próprio. Pode não parecer, mas as vezes é complicado achar quem produziu aquele conteúdo primeiro. Os dois citados aqui tem provas que jogam contra.

Criar algo do zero é algo complicado. Demanda tempo, esforço e inspiração, por isso todo esse auê nas redes sociais. Se utilizar do conteúdo de terceiro é “normal”, mas desde que citado a fonte.

Valorize os produtores de conteúdo. Eles são os responsáveis por muitas partes da sua, até mesmo quando feito de forma errada…


Este post só foi possível com a ajuda da Marilene Melo e muitas outras pessoas que acreditam no Junta 7 e tornaram-se nossos padrinhos Jotinhas. Colabore você também clicando aqui.

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