Krypton: a série do Superman sem Superman

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Quando você acompanha o mundo das séries por bastante tempo, você começa a ter um sexto sentido para quais séries tem potencial de serem bombas. Krypton foi um desses casos, quando foi anunciada uma série que trata do planeta do Superman antes do Superman, o sexto sentido começou a piscar falando que lá vem bomba.

Destituída de seu lugar privilegiado no conselho kryptoniano, a série acompanha a casa de El séculos antes de Jor-El e seu filho (um tal de Superman, conhece?) e como ela se reergueu contra a tirania comandada por Daron-Vex (Elliot Cowan) e uma misteriosa figura encapuzada cuja identidade será parte dos mistérios da temporada. No protagonismo, o jovem Seg-El (Cameron Cuffe) tenta compreender o que levou a ruína da sua família e quem é Adam Savage (Shaun Sipos), um viajante do tempo que avisa Seg da chegada de uma ameaça à Krypton e ao futuro do Superman, futuro neto de Seg.

Enquanto isso, ainda temos o romance proibido entre Seg e Lyta Zod (Georgina Campbell), ela que vem da família que futuramente culminará no General Zod, clássico vilão do Superman nos quadrinhos.

Rasmus Hardiker, Cameron Cuffe e Georgina Campbell em cena de Krypton. Coadjuvantes que não servem para muita coisa

Rasmus Hardiker, Cameron Cuffe e Georgina Campbell em cena de Krypton. Coadjuvantes que não servem para muita coisa

Criada por David S. Goyer, figurinha carimbada das produções da DC no cinema e TV, e Damian Kindler (Sanctuary), Krypton não é a bomba ambulante que eu pensei que seria, mas está longe de ser perfeita.

O Syfy fez um bom trabalho mascarando o baixo orçamento e a série ganha por explorar o planeta do Superman com mais propriedade, algo nunca feito no cinema e TV. A forma como Krypton é apresentada na série é interessante e rende boas histórias conforme a temporada se desenvolve. Todo o pano de fundo político que Seg está inserido, por exemplo, garante à Krypton um ponto de vista que ainda não foi abordado pelas séries da DC.

Entretanto, Cameron Cuffe tem uma atuação sofrível nesse primeiro episódio. Por mais carismático que seja o ator, a qualidade questionável da atuação fica ainda mais evidente por todos os personagens desse piloto orbitarem ao seu redor, não existe um respiro. Ao optar por focar demais no protagonista, Krypton perde oportunidades de propor de forma mais concreta tramas paralelas para Lyta, Rhom (Alexis Raben) e Nyssa-Vex (Wallys Day) e usar esses personagens para explorar outras vertentes do planeta Krypton.

Espera-se que os próximos episódios explorem mais do planeta natal do Superman tendo Seg-El como fio condutor, e que saibam utilizar os demais personagens sem depender demais do protagonista. A série chama Krypton, então me dê mais de Krypton!

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Este post só foi possível com a ajuda de Murilo Rosella. Ele e outras pessoas acreditam no Junta 7 e tornaram-se nossos padrinhos Jotinhas. Colabore você também. É só clicar aqui!

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