Lady Bird dá roupagem indie para gênero batido. E funciona!

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Com a temporada de Oscar em vigência, é natural que a qualidade das produções seja mais alta, mesmo quando elas trabalham com conceitos para lá de explorados. Filmes que retratam aos dramas da adolescência existem aos baldes e abordados das mais diferentes maneiras.

Dramas, comédias e até aqueles que descambam para o terror. A história é sempre que mesmo a mesma. Eles falam sobre crescimento, problemas familiares, aceitação no ambiente de escola, descobertas da sexualidade e por aí vamos.

Por conta disso, mais um filme assim poderia gerar resistência, mas não foi o caso de Lady Bird – A Hora de Voar. O filme que chega hoje, 15 de fevereiro, aos cinemas, faz isso do jeito certo. Ao retratar a adolescência de uma millennial, o filme não precisa de muito para criar uma conexão forte com o expectador.

Saoirse Ronan ao lado de Beanie Feldstein, que no filme interpreta Julie, melhor amiga da protagonista

Saoirse Ronan ao lado de Beanie Feldstein, que no filme interpreta Julie, melhor amiga da protagonista

O filme conta a história de Christine McPherson, interpretada por Saoirse Ronan. A garota, que se deu o apelido descoladinho de Lady Bird, mora em uma pequena cidade da Califórnia e, assim como qualquer outro adolescente, sonha em voos mais altos. Viver sua vida, fazer faculdade longe, morar sozinha…

Todos os dramas que são retratados no filmes já foi passado por qualquer um de nós. O filme trabalha com choques de geração, brigas familiares e as descobertas que um adolescente tem, tanto em amizades, amores e sexualidades. E como um filme assim pode ser tão especial? Ele faz isso de um jeito que soa certo. Greta Gerwig, roteirista e diretora do longa, faz isso.

Por mais que os momentos possam ser os mais tensos possíveis, pelo menos dentro da cabeça de um adolescente, aqui, isso não se torna maçante. Muito pelo lance da identificação. A gente pode não querer admitir, mas nós éramos insuportáveis quando mais novos.

A diretora conseguiu, de forma agradável, pegar coisas comuns ao universo e as tornou únicas. Por isso que o ponto ganhou muitos pontos. Trabalho tão bem feito que o filme foi o quinto que mais recebeu indicações ao Oscar deste ano,sendo indicado em cinco categorias e tornando Greta Gerwig a quinta mulher a concorrer entre os melhores diretores.

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Saoirse Ronan e Greta Gerwig, ambas concorrem em categorias do Oscar 2018

Além da direção, o ponto alto fica por conta das atuações das duas personagens principais. Primeiramente, Saoirse Ronan. Com seus 23 anos de idade, a atriz vem sendo um dos grandes nomes da nova geração. Ela conseguiu passar com veracidade por uma adolescente irritante de 17 anos. Isso lhe concedeu a terceira indicação ao Oscar.

Outra atriz que mereceu destaque dentro da trama foi a surpreendente Laurie Metcalf. Para quem conhecia seu trabalho apenas pela beata Mary Cooper de The Big Bang Theory, vai ter uma grata surpresa com o trabalho da atriz. Ela é o principal contraponto da protagonista no papel de Marion McPherson, sua mãe. Alguma coincidência com a realidade?

Laurie corre por fora na disputa de Melhor Atriz Coadjuvante, que deve ficar com Allison Janney. Ela também interpretou uma mãe, mas desta vez em Eu, Tonya.

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Saoirse Ronan e Laurie Metcalf

Da maratona para o Oscar 2018, Lady Bird foi um dos primeiros filmes que eu vi. E foi a primeira grande surpresa. Ele é um filme leve, gostoso de assistir. A união dos elementos, sejam eles humanos ou de história, funcionam. O resultado disso é um filme único.

Estrelado por Saoirse Ronan, Laurie Metcalf, Beanie Feldstein, Tracy Letts, Lucas Hedges e Timothée Chalamet, Lady Bird – A Hora de Voar, dirigido por Greta Gerwig, chega hoje aos cinemas do Brasil.


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