‘Lou’ é prova que a Pixar precisa de pouco tempo para fazer mágica

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Para quem tenta ver todos os filmes antes de uma edição do Oscar, sabe que algumas categorias são bem difíceis de se encontrar. Entre as mais “inacessíveis” quase sempre são as produções em curtas-metragens (filmes com média de 30 a 40 minutos) que tiram o sono dos cinéfilos de plantão.

Além dos filmes e documentários, os curtas animados são uma pedra no sapato na hora de procurar. Muitos deles estão “fora do circuito”. Essa é uma das dificuldades encontradas. Por exemplo, para 2018, Revolting Rhymes foi escolhido como concorrente. Ele foi desenvolvido e reproduzidos pelo canal britânico BBC One, ou seja, não chega aqui no Brasil. Então, da-lhe pesquisa.

Apesar de todo o esforço para encontrar, quando finalmente o fazemos, o resultado tende a ser para lá de satisfatório. A atual temporada foi a primeira vez que eu consegui ver todos os curtas animados e e claro que um deles me chamou a atenção. Por mais legal que Revolting Rhymes tenha sido, quem salta aos olhos do público é Lou, da Disney Pixar, que adora ganhar um Oscar nessa categoria.

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Lou era exibido de forma prévia ao filmes Carros 3, lançado no ano passado. A prática é recorrente por parte da Pixar e geralmente da certo. Outros curtas que tiveram a mesma “tática” acabaram levando premiações. Dois bons exemplos é Geri’s Gamepré-exibido antes de Vida de Inseto e vencedor do Oscar em 1997 e Piper, que era exibido antes de Procurando Dori e é o atual vencedor da categoria.

O curta Lou se passa dentro de uma pré-escola. Ele é um tipo de espírito bondoso que ajuda as crianças que esqueceram algo no pático da escola. Para isso, ele se materializa nas coisas que foram deixadas ali. Lou recolhe tudo e deixa tudo guardado na segurança da caixa de achados e perdidos (em inglês, Lost ans fOUndo. pegou?)

Mas como era de se esperar, alguém aparece para causar a ruptura do sistema harmonioso criado por Lou. Um garoto que aparenta ser um pouco maior que os demais e se torna o bullie do parquinho. Ele começa a implicar com os demais e a pegar seus pertences, como bola de futebol americano ou mini-games. E Lou não vai deixar barato.

Este é o valentão. E como a Pixar adora um easter-egg, você pode ver esse garoto crescido na sala da Riley em Divertida Mente

Este é o valentão. E como a Pixar adora um easter-egg, você pode ver esse garoto crescido na sala da Riley em Divertida Mente

Em apenas sete minutos de duração, Lou consegue fazer a mágica acontecer. O curta consegue passar uma bonita mensagem de igualdade e como devemos tentar entender a raiz de todo mal. Para alguém agira daquela maneira, como o garotinho antagonista o faz, algo deve ter acontecido previamente.

Dos cinco filmes que concorrem na categoria Melhor Curta de Animação, Lou lidera a corrida com folga. Seu principal concorrente deve ser o já citado Revolting Rhyme. Apesar disso, dificilmente os britânicos vão chegar na frente.

Produzido pela Pixar e distribuído pela Walt Disney Studios Motion Pictures, Lou tem direção e roteiro assinados por Dave Mullins. A produção é de Dana Murray


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