Manda que eu escuto #12 – Gipsy Kings

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Há uns dois meses, aqui no Junta 7, fiz um texto falando sobre o trio italiano Il Volo. Nele, destaquei que uma das músicas que eles haviam trabalhado era Volare, que também fez sucesso nas vozes de Luciano Pavarotti e do grupo Gipsy Kings.

O tempo passou, novos posts de música surgiram no blog, até que recebe os um  e-mail. A Kaena Moura nos escreveu para comentar sobre o post do Il Volo. Ela disse que, através daquele texto, acabou descobrindo o trabalho do Gipsy Kings e, desde então, eles são presenças constantes em sua playlist.

Como forma de agradecimento ao carinho que a Kaena teve, decidi trazer o trabalho deste grupo de rumba flamenca, que faz sucesso no mundo todo. Vamos lá?

Apresentação do Gipsy Kings no Zelt-Musik-Festival de 2016 em Freiburg, Alemanha

A história da banda vem bem antes de sua formação. De origem cigana, os pais dos membros do grupo fugiram da Catalunha, na Espanha, durante da Guerra Civil (1936 – 1939) do país. De lá, ele rumaram para a França e criaram raízes.

O tempo foi passando e a música entrou na vida deles na década de 1960. Os primos Jose Reyes e Manitas de Plata criaram um duo de rumba flamenca que fez grande sucesso na época. Para quem não sabe, a rumba flamenca é uma vertente da rumba, com fortes influência da rumba cubana. O estilo é marcado principalmente pela mistura das vozes, associados a palmas, violões flamencos e castanholas.

Na década de 1970, Jose Reyes se juntou a seus filhos Nicolas e Andre para formar a banda Los Reyes. Apesar do sucesso que Jose Reyes teve outrora, a banda começou “por baixo”, tocando em casamentos, festas, festivais e nas ruas das cidades do sul da França.

Em 1979, Jose Reyes faleceu. Para complementar a banda, Tonino Baliardo, filho de Manitas de Plata, se juntou ao grupo. Neste mesmo ano, houve a repaginação da banda. O nome do grupo mudou. Los Reyes ganharam uma roupagem de estrangeirismo e foi passado para o inglês. Foi aí que surgiu o Gipsy Kings ou, em português traduzidos, os Reis Ciganos.

Meme-da-garota-tomando-algo-na-xícara

O primeiro trabalho em disco do grupo surgiu em 1982, 3 anos após o surgimento do agora Gipsy Kings. Intitulado Allegria, o álbum retrata a essência, não só da banda, mas também, do ritmo. A rumba flamenca é altamente dançante, o que faz até o mais tímido se mexer, nem que seja apenas o pé.

Desde então, o Gipsy King já lançaram 17 discos, sendo quatro compilados, um ao vivo e doze discos de estúdio, sendo Savor Flamenco seu último álbum lançado, em 2013. De todos eles, o disco Gipsy Kings foi o de maior sucesso. originalmente lançado em 1987, ele chegou aos Estados Unidos em 1989. Naquele ano, ele ficou nas paradas de sucesso por 40 semanas, algo muito difícil para discos de língua espanhola.

E o sucesso não foi por menos. No álbum em questão, estão alguns dos maiores sucessos do grupo, como Bamboleo e Moorea (instrumental), no lado A e Djobi, Djoba, no lado B.

Nicolas Reyes e Pablo Reyes, durante show do Gipsy Kings

– TOP 3 –

– Bamboléo

Essa talvez seja a música mais marcante do grupo. Se a memória não falha, ela está presente na trilha de Sing – Quem Canta Seus Males Espanta, da Illumination Entertainment (mesma produtora de Meu Malvado Favorito e Minions). Se ritmo envolvente e dançante entra muito fácil na cabeça. Não precisa de muito para começar a cantá-la.

– Djobi, Djobá

Assim como a anterior, Djobi, Djoba” nos ganha pelo ritmo, principalmente pelas partes das palmas. Quando você ouvir a música, me entenderá. Além disso, seu clipe lembra (e muito) os filmes de dança, famosos na década de 1980.

– Volare

A música por si só é encantadora. Não tinha como ela não estar por aqui. Ela foi sucesso em diversas vozes, desde o mais clássico, ao mais pop. É o que chamamos de escolha garantida.


Já conhecia o trabalho deo Gisy Kings? Deixe nos comentários o que você achou da dica e acompanhe o trabalho dele no Spotify;

E a coluna “Manda que eu escuto” não sobrevive sem o seu comentário! Qual a sua sugestão musical para aparecer na coluna? Você também pode enviar um e-mail para juntacast@gmail.com. Manda que eu escuto sim!


Este post só foi possível com a ajuda da Murilo Rosela e muitas outras pessoas que acreditam no Junta 7 e tornaram-se nossos padrinhos Jotinhas. Colabore você também clicando aqui.

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