Manda que eu escuto #20 – Far From Alaska

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O mês de setembro ficou muito marcado para o fã de rock. Primeiramente por causa do Rock in Rio, um dos maiores eventos de música do planeta. Em segundo lugar, por conta do nosso Juntacast especial sobre o ritmo.

Naquele episódio, papo foi, papo veio, e muita banda boa foi citada. E entre elas, uma acabou me chamando a atenção. Durante a conversa, a Ana Arantes, do Bolas de Meia e do Queria Ter uma Banda, falou sobre uma tal de Far From Alaska. E o nome me chamou a atenção.

Aí eu pensei: por que não conhecer a banda junto com a galera do blog? E é justamente o que vai acontecer. Para que todo mundo saiba quem é, o ‘Manda que eu escuto’ desta semana é justamente com eles.

Dê o play e vem com a gente nessa empreitada.

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Um dos atuais destaques do rock nacional, o Far From Alaska começou sua trajetória em meados de 2012, em Natal, Rio Grande do Norte. Apesar de ser uma banda nacional, o diferencial é que as músicas são entoadas em inglês. Além disso, o estilo da banda é diferente. Eles apostam no stoner rock, que mistura elementos de outras vertentes do ritmo, como o hard rock e o heavy metal.

A banda surgiu da parceria entre a vocalista Emmily Barreto e a tecladista Cris Botarelli, principalmente para que Emilly pudesse cantar. Naquele mesmo ano elas convidaram os outros integrantes, o guitarrista Rafael Brasil, o baixista Edu Figueira e o baterista Lauro Kirsch. Apesar de todos terem experiência prévia em outras bandas, o Far From Alaska era, até então, um projeto paralelo.

O cenário mudou quando eles participaram, e ganharam, o concurso Som Para Todos. Como premiação, eles conquistaram a chance de abrir o Planeta Terra Festival, que aconteceu em São Paulo entre 2007 e 2013. Na edição que eles abriram, entre outras atrações, estava a banda americana Kings of Leon.

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A banda recebendo o prêmio “We are the Future”, no International Midem Awards, em Cannes/FRA

O primeiro EP (Extended play – gravação em disco de vinil ou CD que é longa demais para ser considerada um single e muito curta para ser classificada como disco) veio naquele mesmo ano de 2012. Intitulado Stereochromeo EP teve quatro faixas. Ele levou muitas referências de do rock alternativo dos anos de 1990, por exemplo.

O primeiro álbum em si veio 2 anos depois, em 2014. Lançado pela Deckdisc, modeHuman teve quinze faixas, sendo que quatro delas foram as gravações do primeiro EP da banda. Deste trabalho saiu o primeiro single do grupo, Dino vs. Dino, que acabou sendo o primeiro clipe gravado por eles.

Ainda em 2014, duas grandes novidades para o grupo. Primeiro, eles participaram do  FIFA Fan Fest em Natal, um evento para fãs que rolou durante a Copa do Mundo. E em segundo lugar, veio o anúncio de que eles seriam uma das atrações do Lollapalooza 2015. E a apresentação foi muito elogiada.

Em 2015, mais um single para a conta. Relentless Game veio em parceria com a banda brasiliense Scalene. O sucesso da faixa foi tamanha que ela acabou sendo incluída na trilha sonora da novela Rock Story, da Rede Globo.

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No ano passado, a banda recebeu um prêmio a nível internacional. Durante o International Midem Awards, que aconteceu em Cannes, na França, o Far From Alaska recebeu o troféu de revelação na categoria ‘We Are The Future‘, onde bateu outras 11 bandas. Além disso, eles foram citados em uma lista da Forbes como banda que a galera deveria ficar de olho durante o Midem.

O álbum mais recente saiu neste ano. Intitulado Unlikely, o segundo disco da banda foi feito mediante a um programa de financiamento coletivo. Ao todo ele teve 12 faixas, sendo Cobra, que você pode ouvir abaixo, o primeiro single dele.

– TOP 3 – 

Cobra

Posso falar? Me amarrei nessa introdução só com bateria e contra-baixo. Além disso, é bem interessante como a intensidade sobre e desce. A única coisa que me causou certo incômodo, mas no clipe, foi a quantidade de cores, que foi usada e abusada.

Relentless Game feat. Scalene

O segundo vem em forma de parceria. E ela deu muito certo. Em duo com o Scalene, a música ganha um outro tom. A intro me lembrou um pouco o som do Zac Brown Band, que também já foi estrela deste quadro. Mas a impressão dura pouco, já que a guitarra entra forte em seguida, seguindo a linha da banda.

Rolling Dice

Mano, que intro da hora! A combinação da guitarra solo combinou muito com a voz das meninas. Além disso, a alternância de intensidade da musica funciona muito bem. Ao mesmo temopo que ela se apresenta pesada, ela é levinha de tudo. Sei que parece estranho de se ler isso, mas é só escutar que você vai entender,


Já conhecia o trabalho do Far From Alaska? Deixe nos comentários o que você achou da dica e acompanhe o trabalho deles no Spotify;

E a coluna “Manda que eu escuto” não sobrevive sem o seu comentário! Qual a sua sugestão musical para aparecer na coluna? Você também pode enviar um e-mail para juntacast@gmail.com. Manda que eu escuto, sim!


Este post só foi possível com a ajuda de Murilo Rosella e muitas outras pessoas que acreditam no Junta 7 e tornaram-se nossos padrinhos Jotinhas. Colabore você também clicando aqui.

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