Manto & Adaga: a nova série da Marvel que vai além da temática adolescente

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Depois do fiasco que foi Inumanos, era de se esperar que a próxima série da Marvel fosse cercada de incertezas e baixas expectativas. Nesse meio tempo tivemos Runaways, série do Hulu que era cativante pelos personagens, mas que não empolgava na história. Por conta das experiências que passavam longe de serem unanimidades, Manto & Adaga permanecia uma incógnita.

A começar pelo envolvimento da Freeform na produção, o canal de séries adolescentes como Pretty Little Liars. Toda vez que uma série de herói revela-se ter como público-alvo adolescentes, a mesma é alvo de duras críticas, vide o Arrowverse.

Não há nada de errado em focar em públicos adolescentes, desde que seja bem feito, e Manto & Adaga prova que isso é possível. Ainda bem!

Criada por Joe Pokaski (que trabalhou em Heroes, CSI e Demolidor), a série acompanha Tyrone (Aubrey Joseph) e Tandy (Olivia Holt), duas pessoas de vidas completamente diferentes que se uniram através de um emblemático acidente que quase tirou a vida deles quando crianças. O reencontro dos dois acende então poderes até antes adormecidos, Tyrone com sua capacidade de se teleportar e Tandy com a habilidade de criar cristais de energia afiadíssimos que podem ser usados como arma.

Olivia Holt e Aubrey Joseph em cena de Manto & Adaga. Aliados improváveis numa série que foge dos clichês do gênero

Olivia Holt e Aubrey Joseph em cena de Manto & Adaga. Aliados improváveis numa série que foge dos clichês do gênero

Baseado nos personagens que apareceram pela primeira vez numa HQ do Homem-Aranha em 1982, a série consegue logo nos seus primeiros minutos estabelecer uma identificação com seus personagens.

Aubrey Joseph e Olivia Holt estão muito bem em tela, com uma química agradável e que pedia para tal. Afinal, são os protagonistas da série, se eles não conseguissem prender a atenção, grande parte do potencial de Manto & Adaga iria por água abaixo.

Somado à eles, tem o talento do elenco de apoio, destaque para Gloria Reuben como a mãe de Tyrone. A atriz, que já havia feito um excelente trabalho como a terapeuta de Rami Malek em Mr. Robot, em Manto & Adaga consegue estabelecer uma relação interessante com o personagem de Joseph, o que rende bons e tocantes momentos para a série.

O que torna Manto & Adaga uma produção tão cativante é como ela consegue expandir suas temáticas para fugir dos tradicionais clichês de séries adolescentes, algo que Runaways, por exemplo, não conseguiu fazer em muitos momentos da primeira temporada.

Manto & Adaga despontou em qualidade boas e sutis críticas ao preconceito racial, abusos por parte da polícia, privilégios e assédio sexual. O resultado é uma série teen e divertida que sabe caminhar bem, ao menos agora nos seus quatro episódios iniciais, entre gêneros, pinçando o que há de melhor em cada um deles.

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