Meu ano em filmes – Fim de papo

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Você já ouviu falar que tudo o que é bom dura pouco, não é? Então, 2015 acabou e com ele, minha saga abandonada chegou ao seu final. Mais para o começo do ano passado eu vim aqui e falei com vocês sobre a minha resolução de final de ano: 365 filmes em 365 dias.

Infelizmente acabei vencido, e não consegui atingir esse patamar, mas ainda assim, tive uma boa média. Ao longo de 2015, consegui assistir surpreendentes 211 filmes, que é coisa para caramba. Seguindo a ideia inicial, porém com esses números corridos, foi como se eu tivesse visto um filme por dia até 31 de julho. Consegui uma média de um filme a cada 1,7 dia. É filme pra mais de metro.

E posso falar? Gostei tanto disso que pretendo repetir agora em 2016 a mesma saga. E teve de tudo (menos terror). Clássicos, clássicos que todos já tinham visto e eu não, filmes excelentes, filmes ruins e por aí vai. Comédia, drama, animação, musical, polícia, guerra, ação, aventura. Que ano, meus amigos.

Aprendi demais sobre cinema sobre 2015. Clássicos nerds como Star Wars, O Senhor dos Anéis e De Volta para o Futuro, que eu conhecia diversas referências, finalmente foram assistidos. Como eu pude perder tanto tempo assim? E isso para não falar de Os Caça Fantasmas, Pulp Fiction, Clube dos 5, Beleza Americana, Procurando Nemo, Curtindo a Vida Adoidado, que eram filmes que o mundo já tinha assistido e eu não.

Alando como um cinéfilo amador, aprendi demais nesse ano. E por isso que eu venho dividir essa postagem com vocês. Dentre esses 212 filmes, gostaria de deixar cinco indicações dos que eu vi e mais uma indicação de filme que só estreia nesse ano, mas que eu consegui ver ainda no ano passado.

Vem comigo conferir esse último ato de 2015 😉

Inside Out/Divertida Mente (2015) divertida-mente

Sinopse (AdoroCinema): “Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle – e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente”. 

Vale Ver? – Vale, e muito! Muitos consideram a depressão como a doença do século, e isso é inegável. O que ninguém esperava é que a Pixar, famosa por filmes como Toy Story e Monstros S/A, abordaria essa temática em um dos seus filmes.

Ao mesmo tempo que uma criança pode assistir esse filme sob um olhar infantil, um adulto pode assistir o mesmo filme e entender o quão densa é essa problemática, principalmente àqueles que já passaram por essa barra.

The Imitation Game/O Jogo da Imitação – 2015

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Sinopse (AdoroCinema): “Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico monta uma equipe que tem por objetivo quebrar o Enigma, o famoso código que os alemães usam para enviar mensagens aos submarinos. Um de seus integrantes é Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático de 27 anos estritamente lógico e focado no trabalho, que tem problemas de relacionamento com praticamente todos à sua volta. Não demora muito para que Turing, apesar de sua intransigência, lidere a equipe. Seu grande projeto é construir uma máquina que permita analisar todas as possibilidades de codificação do Enigma em apenas 18 horas, de forma que os ingleses conheçam as ordens enviadas antes que elas sejam executadas. Entretanto, para que o projeto dê certo, Turing terá que aprender a trabalhar em equipe e tem Joan Clarke (Keira Knightley) sua grande incentivadora.”

Vale Ver? – Vale, e muito! De todos os filmes que concorreram e venceram no Oscar 2015, O Jogo da Imitação é o meu predileto. Só de ser um filme que se passa durante a Segunda Guerra Mundial, ele já tinha tudo para atrair a minha atenção. Adicione a esse contexto as presenças de Benedict Cumberbatch e da linda da Keira Knightley, aí você me ganha fácil.

A história mostra como Alan Turing cria uma máquina que ajuda a diminuir a Guerra em dois anos, máquina essa que foi o “pai” dos computadores, onde Turing foi o pioneiro nas áreas da inteligência artificial e da ciência da computação. O grande lance desse filme, porém, é o seu final, um tanto quanto denso.

No desenrolar dele, Turing acaba sendo descoberto por conta de sua homossexualidade, o que era proibido por lei na Inglaterra nos anos de 1940. Turing foi “humilhado em público, impedido de acompanhar estudos sobre computadores, julgado por “vícios impróprios” e condenado a terapias à base de estrogênio, o que equivalia à castração química”. Por conta disso, ele acabou cometendo suicídio em 1954, após ingerir cianeto.

Fanboys (2009)

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Sinopse (AdoroCinema): “Três anos após deixar a escola, Eric (Sam Huntington) reencontra os velhos amigos Windows (Jay Baruchel), Linus (Chris Marquette) e Hutch (Dan Fogler) em uma festa a fantasia. O trio permanece no esquema da escola, jogando videogame e se divertindo com a série Star Wars. Já Eric agora trabalha na empresa de seu pai, onde tem a possibilidade de ascender rapidamente. Quando Eric toma conhecimento da grave doença de Linus, que fará com que morra em poucos meses, o quarteto resolve fazer uma viagem inesquecível, onde pretendem realizar um sonho de adolescência: invadir o Rancho Skywalker para assistir, em primeira mão, o aguardado Star Wars: Episódio 1 – A Ameaça Fantasma, ainda inédito em circuito”.

Vale Ver? – Vale, e muito! Eu vi esse filme lá pela metade de julho do ano passado, mas ele ganhou um valor imenso em meados de novembro, pois o caso do filme aconteceu no mundo real.

O norte americano Daniel Fleetwood surgiu nas redes sociais com um pedido: poder assistir ao episódio 7 de Star Wars antes de sua morte, uma vez que ele foi diagnosticado com um tipo de câncer e era provável que ele não sobrevivesse até o dezembro passado.

Após isso, diversas campanhas foram criadas para que ele realizasse seu último desejo. O coro ainda foi engrossado por  Mark Hamill, que fez Luke Skywalker  e Carrie Fischer, que fez a princesa Léia na trilogia clássia de Star Wars e John Boyega, que será Finn e Daisy Ridley, que será Rey, no episódio VII também abraçaram a campanha.

E essa história teve um capítulo feliz, já que o diretor do longa, J.J.  Abrams permitiu que Daniel assistisse o filme antes da estreia. Porém o que era esperado aconteceu, e Daniel Faleceu poucos dias depois de ver filme.

Ray (2004)

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Sinopse (AdoroCinema): “Em 1932 Ray Charles (Jamie Foxx) nasce em Albany, uma pequena e pobre cidade do estado da Georgia. Ray fica cego aos 7 anos, logo após testemunhar a morte acidental de seu irmão mais novo. Inspirado por uma dedicada mãe independente, que insiste que ele deve fazer seu próprio caminho no mundo, Ray encontrou seu dom em um teclado de piano. Fazendo um circuito através do sudeste, ele ganha reputação. Sua fama explode mundialmente quando, pioneiramente, incorpora o gospel , country e jazz, gerando um estilo inimitável. Ao revolucionar o modo como as pessoas apreciam música, ele simultaneamente luta conta a segregação racial em casas noturnas que o lançaram como artista. Mas sua vida não está marcada só por conquistas, pois sua vida pessoal e profissional é afetada ao se tornar um viciado em heroína”.

Vale Ver? – Vale, e muito! Cinebiografias sempre me chamaram muito a atenção, e essa não foi diferente. Ver o Jamie Foxx encarnando o personagem de Ray Charles foi simplesmente fenomenal. Quando o ator consegue entrar no papel do homenageado, é praticamente impossível o filme ficar ruim. Você pode comprovar esse formula de sucesso ainda em filmes como A Teoria de Tudo (2015) e Piaf – Um Hino Ao Amor (2007)

Good Morning, Vietnam/ Bom Dia, Vietnã (1987)

Sinopse (AdoroCinema): “Saigon, 1965. Adrian Cronauer (Robin Williams) vai para o sudeste da Ásia para trabalhar como dj na Rádio Saigon, operada pelo governo americano. Em contraste com os tediosos locutores que o precederam, Cronauer é bem dinâmico e inicia sempre as transmissões com um sonoro e vibrante “Bom Dia, Vietnã!”, tocando músicas que não tinham sido aprovadas por seus bitolados superiores. As piadas que conta durante o programa provocam a indignação de Steven Hauk (Bruno Kirby), seu superior imediato, que tenta sabotá-lo”.

Vale Ver? – Vale, e muito! Quem me conhece sabe o quão apaixonado eu sou pelo rádio e que ele é meu sonho profissional. E é isso que o filme mostra. No enredo, o personagem de Robin Williams é um radialista que vai trabalhar no Vietnã, com o intuito de animar as tropas americanas.

Esse poder que o rádio tem de entrar na vida das pessoas sem que elas percebam e ainda assim isso serve como um alento para que escuta só me faz aumentar o amor por esse veículo.

Veja em 2016

The Peanuts Movie/Snoopy e Charlie Brown: Peanuts – The Movie (2016)

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Sinopse (AdoroCinema): “Dirigida por Steve Martino, a animação é baseada nos quadrinhos do cartunista norte-americano Charles M. Schulz. A série, conhecida no Brasil como Minduim, acompanha as aventuras de Charlie Brown, Snoopy e sua turma”.

Vale Ver? – Vale, e muito! É muito amor nesse filme. Poder assistir personagens clássicos, que sempre acompanhamos em 2D, só que agora em um quase 3D é muito legal. A nostalgia pula do começo ao fim nesse filme que tem o Charlie Brwons como o bom e velho menino atrapalhado e Snoopy como um cachorro sonhador. Assistam!

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