Miga, você não precisa de um namorado para ser feliz

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O dia dos namorados está chegando e quem me lembrou disso foi a televisão. Sou péssima com datas, mesmo quando namorava, olhava na agenda os aniversários e as datas românticas estimuladas pelo comércio. Mas até ai tudo bem, é bacana ter um dia para comemorar seu relacionamento. Entretanto, sempre que essa data se aproxima, minha linha do tempo das redes sociais é invadida por comentários de tristeza, por parte tanto das mulheres, quanto dos homens.

Há algumas semanas uma conhecida me disse a seguinte frase: “Eu quero ele por inteiro e ele só quer metade”. Eu juro que nunca entendi isso, nem nas frases brilhantes de Zeca Baleiro. Porque acabamos jogando para o outro a responsabilidade de nos fazer felizes e completos? Os meus pedaços não se dividem em metades, então para mim sempre foi muito confuso isso.
Se você está sozinha há algum tempo (como eu), você é uma solteirona. Como se a palavra solteirona fosse um péssimo sinal. Por rótulos da sociedade a gente tende a se desesperar, muitas vezes.


Ai a pessoa senta no bar e, ao invés de dar risada sobre essa vida maluca, debruça a mão sobre a bochecha e reclama da solidão, de que o dia dos namorados vem aí mas ela passará sozinha. Tudo começa a ficar chato, as frases sobre amor verdadeiro da Lispector ganham vida nessa época. Vai na festa e reclama que não pegou ninguém, transa e reclama que o indivíduo não te ligou mais. Porque afinal, você está ficando pra trás.
PARA! Eu sei que desilude, porque muitas relações atualmente são superficiais. Todo mundo se magoa, todo mundo já ficou com gente que não presta, todo mundo já teve o coração partido, mas para. Você não precisa de um namorado para ser feliz. Pode até soar um pouco frio, mas a verdade é que, se você tiver alguém ao seu lado, sua felicidade irá se multiplicar, sua alma será alimentada pela companhia do outro, mas não que, sem a presença masculina (ou ao contrário), sua vida será metade.

Você não precisa de um namorado para se sentir amada. Ao seu redor tem amigos, família, tem autoestima. É bom diferenciar o que é essencial de fundamental.  Não há problema em você estar procurando alguém para um relacionamento sério, mas não faça disso uma função exclusiva de vida, como se tudo acabasse sendo uma droga porque a pessoa certa ainda não apareceu. Vai vivendo, vai conhecendo.

Você pode estar há um tempo sem namorar e viver alegremente. Sair com as amigas sem reclamar, tomar um vinho, fazer janta, transar sem compromisso. A nossa saúde mental, nossa alegria, depende exclusivamente do que nós mesmos fazemos. Os demais devem surgir para acrescentar, nunca para suprir.

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