O que vi essa semana: “Star Wars: O Despertar da Força”

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Saudações, leitores do Junta 7! Há muito tempo atrás, num blog nem tão distante assim, este que vos fala começou a errante coluna “o que vi essa semana”, sempre com dicas de filmes para ver no cinema, na TV ou por serviços de streaming. O tempo passou e, assim como Star Wars, aqui está ela, renascida das cinzas para comentar sobre uma das estreias mais aguardadas de 2015. Com vocês: “Star Wars: O Despertar da Força”!

No filme, situado trinta anos após os acontecimentos de O Retorno de Jedi (1983), a República luta para ser restaurada enquanto a Primeira Ordem se mostra como um poderoso sucessor do Império, desta vez liderados por Kylo Ren (Adam Driver), um seguidor de Darth Vader treinado nas artes Sith.

Quando Luke Skywalker (Mark Hamill) desaparece, depende apenas da catadora Rey (Daisy Ridley), do stormtrooper desertor Finn (John Boyega) e do droide B-8 encontrar o último dos cavaleiros Jedi.

Dirigido por J.J. Abrams (Além da Escuridão – Star Trek), o filme acerta no que os episódios I, II e III erraram e repete formulas já testadas e aprovadas pela trilogia original. A primeira metade do filme lembra muito Uma Nova Esperança (1977) e um ou outro ponto do filme recicla situações semelhantes com as mostradas em O Império Contra-Ataca (1980) e O Retorno de Jedi.

Essa repetição não pode ser (e nem é) vista como um demérito. Uma vez que ater-se a uma formula que é a identidade da saga permitiu criatividade nas sequencias de ação, usando com competência os avanços tecnológicos atuais, longe do uso irresponsável da trilogia dos anos 2000.

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Responsável é a palavra que resume O Despertar da Força. J.J. Abrams soube captar a essência da saga e trabalhou seus simbolismos com calma. A metáfora da luz do sol se apagando durante um ponto crucial da trama de Kylo Ren mostra como o roteiro compreende o equilíbrio da Força (a Luz contra o Lado Negro).

O roteiro ousou com sabedoria ao fugir do lugar comum, dar desfechos inesperados a personagens e situações sem desmerecer o cânone e de forma lógica. Entretanto, algumas pontas soltas não tinham a necessidade de acontecer. O destino da Capitã Phasma (Gwendoline Christie), apesar de catártico para os fãs antigos, soou jogado. Phasma foi mal aproveitada, uma pena.

Apesar de ter mistérios jogados ao acaso sem necessidade aparente (repito: aparente, pode ser que seja importante mais para frente). Um acerto lindo de O Despertar da Força foi o seu elenco. Harrison Ford e Carrie Fisher parecem ter passado os últimos anos dormindo com seus figurinos de Han Solo e Leia tamanho o conforto dos dois em cena, repisando o papel que os lançaram ao estrelato. O que surpreende mesmo é como a velha guarda consegue ter uma química excelente com o elenco novo. Por mim o filme podia ser inteiro de Han, Chewie, Rey e Finn tomando cerveja e falando mal da vida que seria sensacional.

Adam Driver foi uma grata surpresa ao conferir a Kylo Ren um misto de fanático religioso com traços de menino mimado. Kylo é um vilão em formação com grande potencial, mas com duvidas e uma profundidade que surpreende ao ser desenvolvido de forma completamente inesperada. Por mais poderoso que Kylo seja, seu medo é de nunca ser tão bom quanto Darth Vader, e isso o faz falhar.

Tal como Kylo, O Despertar da Força é poderoso e tem potencial. Mas ao contrário do mini-Sith, ele compreende que nunca será tão bom quanto a trilogia original. Um filme respeitoso, que presta homenagem ao cânone ao passo que abre espaço para contar sua história com sua própria identidade. O Despertar da Força encontrou sua própria voz para fazer coro ao que já estava estabelecido no universo Star Wars. Uma voz afinadíssima, por sinal.

Já viu O Despertar da Força? Deixe nos comentários o que você achou do filme, aproveita e também fala qual produção você gostaria de ver aqui na coluna 😉

Que a Força esteja com vocês.

 

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