O significado que a academia passou a ter para mim

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Quem diria que algum dia na minha vida eu estaria escrevendo sobre um assunto complexo e clichê ao mesmo tempo. Pois é, eu vim falar de academia. Completei hoje um mês de treino (e por incrível que pareça não furei nenhum dia rs), mas também completei um mês de muito cansaço e determinação.

Mas tudo isso começou há alguns anos atrás, portanto, vamos seguir uma sequência cronológica. Fui diagnosticada com pedra na vesícula e, por inúmeros fatores, o médico de plantão arregalou os olhos quando eu disse que levava uma vida sedentária e que tomava cerveja quase todo final de semana.

A maioria dos meus exames estava em dia e eu estava cinco quilos abaixo peso em que poderia atingir de acordo com uma tal de tabela que mede uma porção de coisas que nem me lembro. Porém, eu deveria começar a levar uma vida mais ativa, até que nesse ano, eu realmente decidi seguir o conselho do doutor. Passei a frequentar a academia três vezes por semana, embora as pessoas me diziam que eu precisava ir todos os dias (Ninguém dá sossego, não é mesmo?).

A verdade é que eu me senti perdida no meio de tanta gente linda que frequenta o estabelecimento. Me sentia fraca por não conseguir levantar muito peso e passei a sentir muita raiva por pagar um lugar que me proporcionava tanta dor física e um incômodo psicológico.

Entretanto, para mim, aquilo passou pouco a pouco a ser um lugar onde eu poderia descarregar meus sentimentos positivos e negativos. Basta ficar irritada que é só ligar a esteira e correr, é como dar socos com as pernas. Enfim, fui criando cada vez mais “gosto pela coisa.” Um belo dia parei de reparar nas pessoas que treinavam ao meu lado e foquei no meu treino.

Parei de me sentir “uma franga” e comecei a tentar aumentar os pesinhos conforme os dias e, o mais importante, pensei em toda dor física que eu já tinha enfrentado na vida e passei a me sentir vitoriosa. Mais do que um lugar para você ficar sarado e se sentir esquisito, a academia tem sido para mim, um combate a preguiça, a baixa autoestima, e principalmente, um lugar onde posso aprender e descarregar as energias.

Que como tudo na vida, um dia dói e no outro passa. Pela primeira vez num final de semana não me senti ofegante ao dançar com as minhas amigas, aguentei comer sem falta de ar e continuo na minha batalha diária comigo mesma, persisto comendo frango a passarinho, porção de fritas e cerveja aos sábados (e por que não aos domingos também?), só que agora com muito mais qualidade.

A principal lição de tudo isso não é a numeração da balança, e sim: Seja persistente e quando você achar que já tentou muito, lembre-se que é possível tentar um pouco mais.


Este post só foi possível com a ajuda de Marilene Melo e muitas outras pessoas que acreditam no Junta 7 e tornaram-se nossos padrinhos Jotinhas. Colabore você também clicando aqui.

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