Tão bom que parece ode. Esse é Vingadores: Guerra Infinita

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São 5h30 da manhã de quinta-feira. Vingadores: Guerra Infinita acabou há pouco mais de duas horas. No momento que esse texto é escrito, me vejo sentado na rodoviária, pronto para voltar para casa após uma noite bem vivida. Não dormi. A cabeça não deixou. Não sei se é reflexo dos goles de energético ou de tudo o que vivenciei hoje. Meu coração palpita. Um mix de emoções regados a taurina, para aguentar o pega de um filme que começou meia hora passada da meia noite.

O João Victor também escreveu sobre o filme, tem podcast sobre ele, mas eu precisava escrever. Minha cabeça gritava. Eu precisei tirar essas palavras do meu peito. Foram 10 anos nisso. 18 filmes, desde aquele Hulk pavoroso, até hoje, para findar uma fase gloriosa em dois capítulos, com uma abertura magistral, digna do melhor dos compositores.

O que a Marvel vem fazendo no MCU nos últimos anos, ninguém vai conseguir apagar. Guerra Infinita é uma ode ao fã. Podem me chamar de marvete, não ligo. Um termo pejorativo que usam como forma de um ataque infundado. Nada comparado com os ataques vistos em cena.

 

Um filme que apresentou absolutamente tudo o que eu esperava. Se o hype estava em X, saio do filme com ela em X + 10. Uma incógnita, tal qual a mais complicada das equações matemáticas. Coisa que a Marvel fez parecer fácil.

Em tela, um grupo de heróis que, após anos de batalhas solos, se unem contra uma ameaça que eles jamais poderiam imaginar. Vingadores. Um vilão sádico, que faz aquilo por acreditar ser o certo, mesmo que isso finde uma infinidade de vidas ao redor do universo.

Heróis queridos do grande público, atormentados por ações passadas. Um grupo rachado desde a Guerra Civil que, mesmo separados, sempre estiveram juntos. Um sentimento os unia. E isso vai até o final. Parceria. Cumplicidade. Amor.

É difícil aceitar que tudo isso vai acabar em breve. Essa “primeira fase” acaba em um ano. Novas histórias virão, novos heróis serão amados, mas os clássicos sempre terão um lugar em nosso coração.

Certa vez, Fernando Pessoa disse que navegar é preciso, e foi o que aquele te Marvel fez em seu projeto mais grandioso, que deixou uma grande incógnita na cabeça dos fãs após o fim do filme. Ela apostou, foi ousado. Pagou para ver e acabou quebrando a banca.

O público se emocionou, gritou, sorriu, pediu bis e até chorou, ao ver uma obra irretocável (tá, tirando alguns efeitos visuais que ficaram bem ruins). Novos vilões, novas batalhas. Velhos conhecidos.

As dúvidas serão respondidas, isso é fato, mas mas a nossa cabeça já a trabalha nas possibilidades. Agora, até 2019 só nos resta formular teorias e aceitar que o fim é logo ali.

E depois disso? Começamos tudo outra vez.


Este post só foi possível com a ajuda de Marilene Melo. Ela e outras pessoas que acreditam no Junta 7 e tornaram-se nossos padrinhos Jotinhas. Colabore você também. É só clicando aqui!

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