Oscar 2016 – Tudo (ou quase) o que rolou

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Assim como ocorre todo ano, a realização do Oscar é algo que fica marcado na história, seja pelos prêmio corretos, os polêmicos, discursos, vestimentas e por aí vai. A edição 2016 não foi diferente. Na verdade até foi, pois um grande meme saiu da vida e entrou para a história, com a vitória de Leonardo DiCaprio como Melhor Ator. Mas vamos por parte.

A noite começou com o comediante Chris Rock na apresentação da cerimônia. E seu monólogo inicial, o host usou a questão do racismo em Hollywood, levantada nesse ano por não ter nenhum artista negro indicado para as principais categorias. Usando a temática, ela fez piadas em cima de Kevin Hart, Jady Smith e Jamie Foxx, e ainda sobrou para Maryl Streep, Sylvester Stallone e Charlize Theron.

Adotando um novo formato, a premiação percorreu em suas categorias, todas as etapas necessárias para a confecção de um filme, partido do roteiro e  indo até o filme já produzido. A noite começou com três premiações onde os vencedores já eram óbvios, porém merecidos.

Spotlight foi o primeiro vencedor da noite, ao levar na categoria “Melhor Roteiro Original”. Na categoria seguinte, “A Grande Aposta” venceu na categoria de “Melhor Roteiro Adaptado”.

A terceira da noite foi uma das mais aguardadas, pelo menos por mim. Em “Atriz Coadjuvante”, a sueca Alícia Vikander ficou com a estatueta pelo seu brilhante trabalho em “A Garota Dinamarquesa”, onde ela poderia ter sido indicada como “Melhor Atriz”, mas nessa categoria, a vitória era certeira.

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Nas categorias técnicas, o grande destaque da noite foi o filme “Mad Max – Estrada da Fúria”, que arrematou nada menos que 6 estatuetas (mixagem de som, edição de som, montagem, cabelo e maquiagem, design de produção e figurino) e saiu da cerimônia como o grande vencedor da noite.

Com o avanças da cerimônia, muitas categorias mantiveram o roteiro e premiaram os esperados, como “Divertida Mente” por Melhor Animação e “O Regresso” por “Melhor Fotografia”. Porém duas categorias fugiram do script.

A primeira surpresa ficou em “Melhores Efeitos Especiais”, onde a vitória parecia certa para “Mad Max”ou “Star Wars VII – O Despertar da Força”, mas quem acabou levando foi o filme Ex_Machina, que sequer chegou a ser exibido nos cinemas brasileiros, indo direto para DVD. O filme que tem, entre os principais personagens, a atriz Alícia Vikander, realmente tem efeitos muito bem produzidos, mas pra mim acabaram sendo efeitos óbvios.

A outra grande surpresa (/decepção para mim) foi na categoria de “Melhor Ator Coadjuvante”. Grande parte da crítica apostava na vitória de Sylvester Stallone, por seu papel de Rocky Balboa em “Creed – Nascido para Lutar”, porém o Oscar foi para Mark Rylance (?) por seu papel em “Ponte dos Espiões”.

Na categoria de “Melhor Canção Original”, a disputa acabou polarizada em Lady Gaga, que fez uma belíssima apresentação na cerimônia, e Sam Smith, com sua música em “007 – contra Spectre”, que acabou levando essa categoria.

Nas quatro últimas e principais categorias, três dos quatro vencedores já eram esperados, porém a grande surpresa ficou para o final.

Na categoria de “Melhor Diretor”, deu o óbvio. Alejandro G. Iñarritu tinha apenas Frank Miller como seu principal rival, porém não deu para o diretor de “Mad Max – Estrada da Fúria” desbancar o mexicano.

Em sua terceira indicação ao Oscar, Iñarritu alcançou sua segunda estatueta. E foi pelo segundo ano seguido, já que em 2015, ela também venceu por sua direção em Birdman.

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Na categoria de “Melhor Atriz”, o resultado dificilmente seria outro. Ao atuar em um personagem forte, dentro de uma história densa e tocante, Brie Larson desbancou Cate Blanchett e sagro-se vencedora em 2016. Sua atuação em “O Quarto de Jack” fez por merecer a estatueta

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Na categoria mais aguardada da noite, muito mais até que a de “Melhor Filme”, tivemos o fim de uma era. Ficaram para trás as piadas de que Leonardo DiCaprio não tinha um Oscar. Agora ele tem. E até o urso esteve presente na cerimônia.

O ator que já havia sido indicado em outras oportunidades tinha apenas Eddie Redmayne, vencedor de 2015, como forte candidato pela categoria de “Melhor Ator”, mas não tinha como ele perder. 2016 era o ano de sua redenção.

Após ser declarado vencedor, pela mãos de Julianne Moore, Léo finalmente teve a chance de subir ao palco e fazer seus agradecimentos. Lá, o ator foi aplaudido de pé por parte da plateia e, em seu longo discurso agradeceu o ator Tom Hardy, parceiro em “O Regresso”, e o diretor Alejandro G. Inárritu, que também levou a estatueta. Ele ainda lembrou de Scorsese, seu diretor-parceiro de longa data, até Michael Caton-Jones, diretor de seu primeiro filme, “O Despertar de um Homem”. Por fim, Leo agradeceu aos seus pais e aos seus amigos. (via UOL)

O ator ainda aproveitou o espaço para dar um recado sobre a relação do homem com a natureza, de como nós estamos influenciando no meio ambiente. Segundo ele “É a ameaça mais urgente à nossa espécie, e precisamos trabalhar coletivamente e parar de procrastinar. Precisamos apoiar os líderes do mundo todo que não falam pelos grandes poluidores e grandes corporações, mas que falam por toda a humanidade, pelos povos indígenas do mundo, pelos bilhões e bilhões de pessoas desamparadas que serão as mais afetadas por isso, pelos nossos netos, e por essas pessoas que tiveram suas vozes afogadas pela ganância política

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Na última premiação da noite, talvez tenhamos tido a maior surpresa de todas. Enquanto muitos apostavam em “Mad Max – Estrada da Fúria” ou em “O Regresso” para melhor filme, acabou que o premiado foi “Spotlight – Segredos Revelados”. Na minha opinião, nada mais justo.

Após ter sido o vencedor como “Melhor Roteiro Original”, Spotlight mereceu a vitória, anunciada por Morgan Freeman, pela forma que o filme foi conduzida. Ele soube, com maestria, retratar a base do jornalismo investigativo, além de trabalhar com uma temática polêmica, ao abordar o abuso sexual por pessoas do clérigo. Em um português rebuscado, o filme é foda!

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Confira a lista de todos os vencedores (ordem inversa da premiação):

Melhor Filme – Spotlight – Segredos Revelados
Melhor Ator – Leonardo DiCaprio por O Regresso
Melhor Atriz – Brie Larson por O Quarto de Jack
Melhor Diretor – Alejandro G. Iñarritu por O Regresso
Melhor Canção Original – Sam Smith por Writing’s on the wall, de 007 contra Spectre
Melhor Trilha Sonora – OS 8 Odiados
Melhor Filmes Estrangeiro – O Filho de Saul, da Hungria
Melhor Curta em Live Action – Stutterer
Melhor Documentário – Amy
Melhor Documentário em Curta Metragem – A Girl in the River – The Price of Forgiveness
Melhor Ator Coadjuvante – Mark Rylance por Ponte dos Espiões
Melhor Animação – Divertida Mente
Melhor Curta de Animação – Bear Story
Melhores Efeitos Visuais – Ex_Machina
Melhor Mixagem de Som – Mad Max – Estrada da Fúria
Melhor Edição de Som – Mad Max – Estrada da Fúria
Melhot Montagem – Mad Max – Estrada da Fúria
Melhor Fotografia – O Regresso
Melhor Cabelo e Maquiagem – Mad Max – Estrada da Fúria
Melhor Design de Produção – Mad Max – Estrada da Fúria
Melhor Figurino – Mad Max – Estrada da Fúria
Melhor Atriz Coadjuvante – Alícia Vikander por A Garota Dinamarquesa
Melhor Roteiro Adaptado – A Grande Aposta
Melhor Roteiro Original – Spotlight – Segredos Revelados

Número de Estatuetas (filmes que foram indicados em mais de uma categoria):

 

Mad Max – Estrada da Fúria – 6 Oscars
O Regresso – 3 Oscars
Spotlight – Segredos Revelados – 2 Oscars
O Quarto de Jack – 1 Oscar
Os 8 Odiados – 1 Oscar
Ponte dos Espiões – 1 Oscar
A Garota Dinamarquesa – 1 Oscar
A Grande Aposta – 1 Oscar
Divertida Mente – 1 Oscar
Ex_Machina – 1 Oscar

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