Pokémon Quest e a viciante experiência da decepção

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Antes da E3 deste ano, a Nintendo anunciou diversas novidades para o universo de Pokémon. Entre todas elas, o lançamento de um novo jogo free-to-play: Pokémon Quest. Com estilo de arte pixelizada, o jogo parecia que empolgaria, afinal de contas, esse é o primeiro spin-off da série, mas no final das contas, a experiência não foi bem essa.

Desenvolvido pela Game Freak, o jogo gratuito para Switch, Android e iOS é simples de tudo. Para alguns, um elemento que o torna viciante. Para outros, como eu, algo que se torna cansativo rapidamente.

Ele se passa em uma ilha dividida entre 12 “mundos”, cada qual com sua especifidade. Vamos encontrar fases de terrenos de grama, pedra, neve e por aí vai. Ao inciar a sua jornada, o treinador tem que escolher um entre dos cinco pokémon disponíveis: Charmander, Squirtle e Bulbasaur, iniciais da região de Kanto, além de Pikachu e Eevee, iniciais do game Pokémon Let’s Go, próximo jogo da franquia.

Mapa com os 12 biomas de Pokémon Quest

Mapa com os 12 biomas de Pokémon Quest

Esse pokémon será o primeiro de seu trio. Em toda fase, o treinador poderá optar por carregar três monstrinhos para combate. O combate, aliás, é uma das coisas que me incomodou. A parte de andar e explorar o mapa é totalmente automática, restante ao jogador escolher entre dois dos ataques disponíveis.

Sem muito critério, as batalhas dentro da fase mais parecem uma briga de gangue, variando de uma luta de seus três pokémon contra um selvagem até os seu três contra cinco e um chefão. Por mais que os ataques sejam retratados, também de forma pixelizada, ainda assim está mais para pancadaria do que para as lutas que estamos acostumados a ver e jogar.

Além disso, o sistema de captura é diferente do habitual. Ao derrotar os monstrinhos selvagens, eles simplesmente desaparecem, sem dar a oportunidade de que você possa adicioná-los ao seu grupo. A única maneira de conseguir novos pokémon é o final de cada round. E você os conquista pelo estômago.

Cada “mundo” apresenta uma quantidade de fases, que vai aumentando de dificuldade de XP, ou seja, seu trio precisa ter aquele mínimo de pontos para conseguir ingressar no jogo. Ao final de cada uma dessas fases, você recebe algumas coisas que viram ingredientes para uma sopa.

E é assim que você consegue seus novos companheiros. Apesar de parecer que existe uma aleatoriedade nos elementos e em quais pokémon eles atrairão, não é bem assim. Vale a pena você dar uma conferida nesse artigo da eSportsProBr para saber as combinações mais certas.

pokemon_quest_homebase

Assim como os pokémon, as panelas vão aumentando de acordo com seu level

Além das comidas, você também recebe algumas pedras, que são adicionadas aos pokémon para que eles desenvolvam sua força, permitindo com que você vá cada vez mais longe dentro do jogo.

Para o fã de Pokémon, é claro que vale a pena dar uma conferida no jogo, afinal de contas, a experiência varia de treinador para treinador. Apesar de não ter me pego 100%, ele é um título que vale a pena ser visitado vez ou outra.

Portanto, pegue seu boné, vire-o para trás e inicie mais uma jornada atrás dos 151 pokémon.


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