Próximo do fim, Pânico da Band se afoga nos próprios erros

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Antes de qualquer coisa, devo se dizer que eu sou apaixonado pelo Pânico. O da rádio, não o da TV. O programa que está no ar desde 1993 pelas ondas da Jovem Pan segue sendo um dos melhores do rádio nacional.

Eu já amei o da TV, coisa que não faço há muito tempo. Lembro de quando era criança e não perdia um programa sequer, principalmente na época da Rede TV!, onde o programa fez sua estreia na TV aberta em 28 de setembro de 2003. Hoje já não o faço mais.

A notícia de que a Band romperia o contrato com o humorístico, ao mesmo tempo que pegou muitos de surprese, não foi tão surpreendente assim. O Pânico não é mais o mesmo. Não tem mais o espaço que teve outrora.

Primeiro deve-se ao fato de que a atração perdeu 35% de seus anunciantes. Pode parecer pouco quando colocamos num panorama de 100%, mas perder quase metade de seu lucro é um golpe duríssimo em uma produção de alto custo como o programa. Se o show não se paga, não tem porque mantê-lo no ar.

Outro ponto é a questão da audiência. O Pânico não é mais o mesmo porque seu público não é mais o mesmo. Uma criança que começou a acompanhar o programa quando tinha 12 anos e via na programação um ponto de excelência e a possibilidade de fantasiar (encare isso como quiser) hoje tem 26.

A cabeça (espera-se que) é totalmente outra. E as crianças que hoje tem 12 anos, estão em todo o lugar, menos em frente ao televisor, principalmente atrás de TV aberta. Os tempos são outros, mas o Pânico não.

O programa segue apostando em algo que dava certo lá em 2003. Belas mulheres, paródias e dores físicas dos personagens para resultar no riso. Isso não funciona mais, pelo menos não na TV, já que a internet está repleto disso.

Apesar da negociação com outras emissoras, como a Record, a melhor saída seria o show ter seu último ato. É melhor morrer como herói, e mantendo as lembranças de um humorístico que teve excelentes momentos e bons comediantes revelados, do que viver além do necessário e morrer como vilão, que aparenta estar acontecendo há uns bons anos.


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