Qualidade gráfica: Algo essencial ou complementar?

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Ah, a geração atual de videogames está linda. Paisagens exuberantes, cenários extremamente detalhistas, personagens com expressões absurdamente reais graças as tecnologias de captura de movimentos que avançam cada vez mais em sua tecnologia. Efeitos sonoros que parecem música para os ouvidos…, mas será isso o suficiente para prender a atenção até o fim?

Na minha opinião, não.

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A qualidade geral de um game não se baseia somente na qualidade gráfica. Claro que existem exceções, como simuladores, por exemplo. Mas, o roteiro de um jogo manda tanto quanto sua qualidade técnica. A empatia do jogador pelo personagem que controla, define se o jogo prenderá sua atenção ou será algo do tipo “ah, os gráficos são lindos mas a história é chata, não gostei”. E convenhamos, comprar um jogo no preço abusivo que está no Brasil, um jogo que é só bonito, que não te motiva a ver o desfecho da história, não compensa.

Para mim, o que me chama mais atenção em algum jogo, é a história. É o que te faz sorrir, torcer, amar ou odiar algum personagem. Jogos como The Witcher 3, The Last Of Us, a saga Gears Of War; são exemplos de jogos excepcionalmente bem escritos e com uma qualidade gráfica que salta aos olhos.

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Mas e Super Mario, Donkey Kong, Dino Crisis e diversos outros  jogos antigos que até hoje são jogados e meio que canonizados por serem jogos que marcaram época, com uma base de fãs enorme?  Os gráficos podem ser considerados grotescos em comparação aos de hoje em dia. Mas se naquela época a diversão predominava na hora de escolher algum jogo, por que agora não pode ser assim também?

Um jogo que merece menção honrosa por sua qualidade de roteiro e nem tanto pela qualidade gráfica é Child Of Light (2014)  desenvolvido pela Ubisoft Montreal, que contava a história de Aurora, uma princesa que foi colocada em um sono profundo e desperta para salvar seu reino da escuridão. O jogo conta com gráficos cartunescos, mas te prende tanto a atenção que você sente que precisa chegar até o fim, e ajudar Aurora contra os terríveis desafios que ela enfrenta.

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No final das contas, gráficos exuberantes, na minha opinião, são mais um complemento para a qualidade técnica final do jogo, do que um objeto necessário para tornar o jogo uma obra em todos os aspectos. Um complemento muito bem vindo, mas apenas um complemento.

P.S. : Menção honrosa também a Time Commando (1996) jogo de ação distribuído pela Activision, semana que vem tem análise dele.

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