Rise: uma série com potencial de representar uma geração

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Toda vez que a televisão aposta em produções que envolvem musicais, o nome de Glee vem à mente. Quer você goste ou não, Glee foi um marco para a televisão tanto no quesito storytelling e, principalmente, por trazer uma representação acurada da juventude americana.

Rise, nova série da NBC, busca fazer o mesmo.

Criada por Jason Katims (Friday Night Lights e Parenthood), a série acompanha o professor Lou Mazzuchelli (Josh Radnor) que, cansado de lidar com salas de aula desinteressantes, decide assumir o clube de teatro da escola. Não demora muito para que Lou bata de frente com Tracy Wolfe (Rosie Perez), a atual diretora do clube que se acomodou em sempre produzir Grease com os alunos.

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Nesse momento, é legal ver como Tracy não antagoniza completamente com Lou. Rise dá indícios de uma relação de cumplicidade mesclada à uma competição entre os dois. O antagonismo da série fica por conta de Sam Strickland (Joe Tippett), técnico do time de futebol americano do colégio e que se sente ameaçado quando Lou convence o astro do time, Robbie (Damon J. Gillespie), a participar do clube.

E é com a presença de Robbie que começamos a compreender mais da vida dos alunos. No caso dele, divide os estudos e a vida esportiva com uma relação delicada com uma mãe doente.

No clube Lilette (Auli’i Carvalho), interesse amoroso de Robbie e que enfrenta uma relação conflituosa com a mãe (Shirley Rumierk), ela que tem um caso com o teinador Strickland.

Auli'i Carvalho (em seu primeiro papel em live action após dublar a animação Moana) e Damon J. Gillespie. Atuações carismáticas num drama adolescente denso

Auli’i Carvalho (em seu primeiro papel em live action após dublar a animação Moana) e Damon J. Gillespie. Atuações carismáticas num drama adolescente denso

Ainda somos apresentados no piloto à Maashous (Rarmian Newton), técnico de iluminação do teatro que é acolhido na casa de Lou, Simon (Ted Sutherland), estrela do clube de teatro que terá de lidar com uma família conservadora agora que irá atuar como um personagem gay no teatro, e Michael (Ellie Desautels), uma garota em processo de transição de gênero.

Rise se aproveita de muito do terreno plantado por Glee ao evoluir muitos dos dramas dos adolescentes. Não tem porque repetir plots sendo que a série de Ryan Murphy fez isso muito bem anos atrás. A série ainda se utiliza da alta de popularidade dos musicais, encabeçada principalmente por Hamilton.

Esse talvez seja o aspecto mais interessante do piloto de Rise, ele começa de onde Glee parou, ressifgnificando os debates que, não apenas ela, mas outras séries adolescentes apresentaram. Katims criou uma série bem mais densa, desde as histórias dos personagens até na paleta de cores.

Muito além de densidade, Rise se mostra honesta nas histórias e atuações, é um dos melhores pilotos do ano até o momento. Ainda tem muito o que fazer daqui pra frente, visto que estabeleceu padrões altos no seu primeiro episódio, mas acredito que ela conseguirá entregar uma boa temporada de estreia.

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