Set List| #OPodcastÉDelas – Conheça alguns projetos

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Desde 1975, a Organização das Nações Unidas adotou o dia 8 de março como Dia Internacional das Mulheres. Apesar da data ter sido oficializada apenas aquele ano, a criação do dia remete desde os idos da Revolução Industrial, entre os séculos XIX e XX.

O intuito de criar essa foi para lembrar todos os feitos alcançados pelas mulheres ao longo dos tempos. Conquistas no âmbito social, político, econômico e por aí vai, sempre em busca pela igualdade que, infelizmente, ainda não tão igual assim.

Apesar das adversidades impostas, eles seguem em busca de seu lugar ao sol, em todos os esferas da sociedade. E na podosfera isso não é diferente. Por aqui, temos exemplos de mulheres extremamente talentosas, mas que nem sempre conseguem seu espaço perante um programa. Justamente por isso, a campanha #OPodcastÉDelas foi criada.

No ar desde o ano passado, o intuito é que, cada vez mais, os podcasts deem espaço para as mulheres falarem. Por isso, em todo mês de março desde então, essa campanha visa isso. Nesse ano, de acordo com o perfil da campanha no Twitter, mais de 140 podcasts aderiram a campanha, mas podemos fazer melhor.

De acordo com a PodPesquisa de 2014 (última com resultados divulgados), apenas 12% dos consumidores de podcast são mulheres

De acordo com a PodPesquisa de 2014 (última com resultados divulgados), apenas 12% dos consumidores de podcast são mulheres

Aqui no Junta 7, é claro que também aderimos nessa campanha. Tanto no Juntacast, quanto no Cineclube, as mulheres sempre tiveram seu espaço garantido. A representante mor que nós temos é a Watana Melo, integrante fixa do Cineclube e participação recorrente do Juntacast. Na maioria dos nossos episódios, sempre tentamos trazer alguma mulher, até para dar uma ponto diferente sobre os temos que debatemos.

Só que nem só de participações que vivem os podcasts. Fazendo uma pesquisa pelo feed do agregador, você vai encontrar os mais diversos programas que não comandados por mulheres e que fazem um conteúdo simplesmente sensacional.

Pensando nisso, e até como forma de homenagem para a data que é tão importante, reunimos em uma pequena lista alguns dos podcasts onde as mulheres tem voz ativa, afinal de contas, o podcast também é delas.

Confere aí.

As Mathildas

O podcast As Mathildas foi uma das descobertas mais legais que eu tive nos últimos tempos. De acordo com elas mesmas, o intuito do podcasts é “trazer a perspectiva da mulher sobre o audiovisual de maneira objetiva, divertida e com muita informação. A ideia é que o ouvinte consiga entender o porquê de discussões sobre feminismo, representatividade e visibilidade serem tão importantes nos dias de hoje”.

Ele é hosteado por mais de uma mulher. Se no primeiro episódio tínhamos “apenas” Iole Melo e Grecia Baffa, a equipe cresceu e ganhou reforços de Marcela Teonilia e Fran Mazzarotto (mals aí se eu esqueci de alguém).

O bacana é que elas conseguem falar sobre tudo, desde um papo sobre funk, como no episódio acima, até entrevistas bem elaboradas, como a realizada recentemente com Pietra Príncipe.

Imagina Juntas

Conheci o Imagina Juntas graças a colab que elas realizaram com as meninas do As Mathildas. O programa é apresentado por Ana Carolina Rocha, a Tchulim e a Jeska Grecco , do Indiretas do Bem. O programa ainda tem a participação de Gus Lanzetta.

O Imagina Juntas “é um podcast sobre a vida dos millenials que estão tentando ser adultos e (quase sempre) conseguindo. Ouça discussões sobre cultura pop, trabalho, dinheiro (e falta dele), relacionamentos e todo o resto das coisas importantes que a gente esqueceu de listar aqui”.

Mamilos

Da lista, talvez o Mamilos seja o grande expoente das mulheres na podosfera. Pelo menos ele é uma das grandes referências que eu tenho. Ele é um dos podcasts do grupo B9 le é apresentado por Juliana Wallauer e Cris Bartis

O Mamilos “Jornalismo de peito aberto, é um podcast semanal […] que busca nas redes sociais os temas mais debatidos (polêmicos) e traz para mesa um aprofundamento do assunto com empatia, respeito, bom humor e tolerância. Apresentamos os diversos argumentos e visões para que os ouvintes formem opinião com mais embasamento”.

Ponto G

Nas pesquisas para esse post, o Ponto G foi o que mais me chamou a atenção. O intuito do programa é narrar a história de grandes mulheres que deixaram suas marcas na história mundial de alguma maneira. Se você entrar no feed delas, verá programas como o dedica à jogadora Marta, a grade rainha do futebol brasileiro ou o programa com Carmen Miranda.

O programa conta com um grande número de integrantes, cada uma com sua função dentro do  programa. O nome mais conhecido, pelo menos para mim, é o de Ira Croft, que muitas vezes ouvi nos Radiofobias da vida, além de ser uma das hosts do Mundo Freak podcast. Além dela, integram o time: Juliana Ponzilacqua, Beatriz Santos, Tupa Guerra, Liliane Ribeiro e Erika Cavalcante

NBA das Mina

O esporte ainda é um espaço onde os homens ainda reinam. Apesar disso, e muito felizmente, existem aquelas que buscam quebrar esse paradigma. E com o  basquete não foi diferente. O NBA das Mina visa “integrar o público feminino ao grande mundo para meninos que é o basquete e afirmar o lugar dessas mulheres como torcedoras que acompanham, admiram, jogam, produzem ou até mesmo que só querem conhecer um pouco mais sobre o esporte“.

O podcast surgiu em fevereiro do ano passado, sob a batuta de Sabrina Araújo, minha colega na torcida pelo Los Angeles Lakers. Hoje, o time aumentou e também conta com Bruna Suane, Ana Caroline Carmo, Caroline Kobylko, Janeiva Lisboa e Nathália Pandeló.

Feito por Elas

O Feito por Elas é um dos podcasts que integram o grupo do Anticast, de Ivan Mizanzuki. Ele é apresentado por Angélica Hellish e Isabel Wittmann e veio para “valorizar e discutir as obras de cineastas mulheres cujos fantásticos trabalhos são tantas vezes ignorados pelo público em geral”.

Olhares Podcast

Apresentado por Aline Hack e Louise Arruda, o Olhares Podcast “tem como escopo desconstruir a visão do mundo sobre as mulheres e atribuir novos olhares. Os episódios são quinzenais, mas você encontra também outros tipos de conteúdo aqui. Engajar-se com o feminismo não é tornar-se menos ou mais feminina, é perceber diferenças onde não deveriam existir e lutar para que não se perpetuem”.


Este post só foi possível com a ajuda de Marilene Melo e de outras pessoas que acreditam no Junta 7 e tornaram-se nossos padrinhos Jotinhas. Colabore você também clicando aqui!

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