Star Trek: Discovery e a alegria de cumprir o que promete

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Existe muita expectativa ao redor de reboots, remakes ou spin-offs de obras consagradas por muitos. Aconteceu isso quando J.J. Abrams dirigiu o excelente Star Trek de 2009 e suas continuações. Star Trek: Discovery, série do recém-lançado serviço de streaming CBS All Access e exibida no Brasil pela Netflix, sentiu o peso da expectativa.

Até eu, que nunca me considerei trekker (gosto de Jornada nas Estrelas, mas nada além simpatia) estava empolgado com o que a série poderia oferecer. Sim, os filmes do J.J. Abrams são bacanas, mas Star Trek sempre pareceu algo que deveria residir sempre na televisão. A nova série compreende essa importância da TV para o que o universo de Star Trek representa para a cultura pop.

Pictured (l-r): Michelle Yeoh as Captain Philippa Georgiou; Sonequa Martin-Green as First Officer Michael Burnham. STAR TREK: DISCOVERY coming to CBS All Access. Photo Cr: Dalia Naber. © 2017 CBS Interactive. All Rights Reserved.

Michelle Yeoh e Sonequa Martin-Green

Essa compreensão vem por parte da competência de dois gigantes da televisão americana na criação de Star Trek: Discovery: Alex Kurtzman (responsável por Alias, Hawaii Five-0, Fringe e roteirista dos dois primeiros Star Trek de Abrams) e Bryan Fuller (criador de American Gods e Hannibal).

A nova série de Star Trek estava em boas mão, claro, mas isso nunca significou muita coisa quando se trata de TV, você pode ter a pessoa mais competente do mundo nos bastidores e a série ainda assim ser um desastre (sim, The Orville, estou falando de você).

Por sorte, Star Trek: Discovery atende todas as expectativas do público e se mostra uma série para fãs ou não de Jornada nas Estrelas.

A série se passa anos antes de Kirk e a Enterprise, acompanhando a espaçonave Discovery explorando novos planetas em nome da Federação enquanto a galáxia enfrenta uma guerra contra os Klingons. No meio do conflito, a primeira oficial Michael Burnham (Sonequa Martin-Green) bate de frente com a capitã e amiga Philippa Georgiou (Michelle Yeoh) enquanto tenta compreender o retorno das suas emoções humanas após anos aprendendo a reprimi-las por sua educação no planeta Vulcano.

StarTrek_Discovery03

Apesar de se passar num universo que começou a ser construído em 1966, não é necessário ter PhD em Jornada nas Estrelas para acompanhar Discovery. É legal saber pelo menos o básico, mas a série se preocupa em apresentar o universo para quem não conhece.

O aspecto que mais agrada em Discovery é justamente o fato dela resgatar muito da atmosfera da série original e seus spin-offs (Deep Space Nine, Voyager, The Next Generation e Enterprise) e atualizar muita coisa com competência, expandindo o universo trekker no processo. Os filmes também fizeram isso, mas dá para ver um maior controle em Discovery pelo formato de série não ter a obrigação de condensar histórias inteiras em um filme de duas horas.

Existem muitas liberdades criativas e potencial a ser explorado em Discovery, e os dois episódios já exibidos dão dicas de como a série irá trabalhar esses potenciais, sobretudo, na personagem da oficial Burnham.

A personagem é intrigante pela história de fundo e personalidade marcante, além da atuação excelente de Martin-Green. Burnham ganha ainda mais por estabelecer boa química com Philippa e o Tenente Saru (Doug Jones). Um dos maiores trunfos de Jornada nas Estrelas sempre foi a química entre seus personagens, é bom ver que a série mantém essa característica.

Sendo um retorno competente e uma porta de entrada para que novas gerações conheçam Jornada nas Estrelas na plataforma em que ela se consagrou, Star Trek: Discovery é inteligente, divertida, bem produzida e ousada em muitos aspectos. Vale a pena acompanhar!

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