The End Of The F***ing World | Um misto de brilhantismo, loucura e ótimas atuações

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A nova obra original da Netflix foi uma das primeiras estreias do ano. Logo ali, no dia 5 de janeiro. The End Of The F***ing World nos apresentou James, interpretado por Alex Lawther. Ele que já havia ganhado um pouco de espaço por interpretar a versão mais jovem de Alan Turing em O Jogo da Imitação.

James é um garoto convencido de que não consegue sentir nada, nenhum sentimento, seja ele bom ou ruim. Logo convence a si mesmo que todos os indícios de falta de empatia nele o tornam um psicopata.

E para não ter só uma pessoa louca como protagonista, a outra é Alyssa, interpretada por Jessica Barden. Sua personagem é uma garota com problemas em casa, onde sente que nem existe. Alyssa quer, de qualquer maneira, fugir dali. Eusa o fato de irritar todo mundo ao seu redor como diversão.

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James sempre achou ser um psicopata, desde pequeno e até conhecer Alyssa. Todas as coisas que ele já fez ou pensa em fazer no início, são baseadas no fato de James acreditar no que ele mesmo impôs, após não conseguir sentir nada diferente.

Alyssa está perdida, praticamente. Tem uma mãe que finge que ela não existe para poder viver um conto de fadas com o marido “perfeito”, mas que só a trata mal e gosta de ser folgada. Ela também tem um padrasto que só pesa mais na consciência da  garota, tornando-a mais instável ainda, ao invés de ajudar.

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James e Alyssa se encontram. Ela querendo alguém que a trate como alguém que existe no mundo real, e não só quando a mãe quer que exista. Ele querendo só alguém para matar mesmo.

Ambos querem se encontrar, conhecer algo diferente do lugar que só trouxe sofrimento e más lembranças, então fogem. Alyssa vai atrás de seu pai, e James se surpreende pelo modo como descobriu os sentimentos.

A história das detetives que perseguem o casal adolescente em fuga talvez teria sido melhor se fosse menor. Não é ruim, mas é arrastada.

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Todo mundo passa por momentos difíceis na adolescência, onde você não sabe quem é, não sabe o que quer e nem pra onde ir. Dali pra frente, todos ficam com a cabeça parecendo uma zona de guerra em seus pensamentos. E em The End of The F***ing World, toda essa passagem, tudo que eles passam juntos são problemas reais, que podem acontecer com qualquer um e que tem impactos reais na mente de ambos.

As atuações de Alex Lawther e Jessica Barden são incríveis. Você consegue se assustar com a mente doentia de ambos em alguns momentos, mas também não consegue deixar de torcer pra eles desde o primeiro momento que ambos contracenam. Aliás todo o elenco é muito bom, e surpreende.

Um dos pontos altos da série, também, é a trilha sonora, que é a melhor escolha possível pra série. Não teria que colocar nada diferente. Todo momento encaixa com a música tocada. Todo. A trilha é realmente incrível e merece ser endeusada como tal. A ambientação da série a deixa com um tom de humor politicamente incorreto, algo que encaixou perfeitamente também.

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A Netflix nos trouxe uma série que pega vários problemas de adolescente comuns nos dias de hoje, e que na maioria das vezes é sempre suavizado para não parecer algo tão ruim, e jogou todas essas questões no ventilador, pra voar bem na nossa cara e deixarmos de tratar como algo menos importante do que é.

The End of The F***ing World conta com 8 episódios de 20 minutos cada, aproximadamente, e não tem renovação oficial ainda para uma segunda temporada.


Este post só foi possível com a ajuda de André Cabrero. Ele e muitas outras pessoas que acreditam no Junta 7 e tornaram-se nossos padrinhos Jotinhas. Colabore você também clicando aqui!

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