The Mick e a aposta acertada

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A FOX dificilmente erra nas suas comédias. Tivemos coisas sofríveis como Breaking In ou Running Wilde, obviamente, mas a balança sempre pesa de maneira favorável para a FOX.

As pessoas gostam de Brooklin Nine-Nine e New Girl. Muita gente gostava de Raising Hope ao longo de suas 4 temporadas (cancelada por baixa audiência, infelizmente). The Mick, a nova aposta em comédias da FOX, pega tudo o que essas séries tem de bom para fazer o negócio funcionar.

E conseguem fazer funcionar, talvez por isso utilizar a expressão “a nova aposta da FOX” fica um pouco irreal. Afinal, que “aposta” é essa se temos em The Mick elementos que já vimos antes?

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Na série, Mackenzie “Mickey” (Kaitlin Olson) é uma mulher sem muita perspectiva. Sem dinheiro e sem emprego, ela decide visitar a irmã, Poddle (Tricia O’Kelley), que ficou rica após se casar com um milionário. Só que a tentativa de Mickey de conseguir um empréstimo com a irmã vai por água abaixo quando o FBI invade a mansão de Poddle e prende ela e o marido. Sem reação ao que aconteceu com a irmã, Mickey se descobre com a missão de cuidar dos três filhos da irmã, Sabrina (Sofia Black-D’Elia), Chip (Thomas Barbusca) e Ben (Jack Stanton).

Apesar da trama simplória (plots da tia/tio/parente avulso meio amalucado cuidando do(s) sobrinho(s) não é nenhuma novidade), The Mick chama a atenção pela equipe responsável pela série. Os criadores, Dave e John Chernin são os mesmos de It’s Always Sunny in Philadelphia, Kaitilin Olson, por sinal, também faz parte do elenco dessa série.

Por conta dessa aura “trabalhando com amigos”, sobra espaço para experimentar e nota-se o quanto Caitlin está se divertindo com o roteiro, fazendo com que Mickey seja uma personagem divertida de acompanhar, a personalidade inconsequente dela não prejudica o andamento dos episódios, evitando que a personagem soe repetitiva.

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The Mick ainda tem o trunfo de situações que beiram o absurdo, característica de It’s Always Sunny em não ter medo de beirar o escatológico para fazer humor. Lógico que se tratando da FOX o humor não é tão pesado assim. Posso até comparar o humor de The Mick com o que foi apresentado em Raising Hope: um bom equilíbrio entre o politicamente incorreto e o humor família.

Nessa busca pelo humor mais família, sobram gags mais físicas. A série trabalha muito com o humor físico, sendo bastante acessível e escrachada. Apesar disso, The Mick tem uma vibe “já vi isso antes”.

Ela segue muito a formula FOX de fazer comédia, The Mick é uma série que não é ruim, mas também não é surpreendente. É uma série feita no piloto automático, como os procedurais da CBS, o toda a franquia Chicago (Fire, P.D., Med e, em breve, Justice) da NBC.

O que eu gostei em The Mick é que, apesar de ser mais do mesmo (um “mesmo” que é bem bom no que faz, diga-se de passagem), ainda dá pra sentir um sopro de inspiração na série. Talvez tenhamos novidades que façam The Mick algo tão genial quanto It’s Always Sunnny in Philadelphia, talvez a série mantenha o nível, o que não é uma coisa ruim, está dando audiência e rendendo boas críticas. FOX pode se considerar bem sucedida nessa mais nova empreitada.

Está assistindo The Mick? Deixe seus comentários 😉

Este post só foi possível com a ajuda de Marilene Melo e muitas outras pessoas que acreditam no Junta 7 e tornaram-se nossos padrinhos Jotinhas. Colabore você também clicando aqui.

The Mick (2017-)

The Mick (2017-)
6,8

Roteiro

7/10

    Atuação

    6/10

      Fotografia

      6/10

        Trilha Sonora

        7/10

          Edição

          8/10

            Pros

            • Boa atuação por parte de Kaitlin Olson
            • Humor físico que funciona bem

            Cons

            • Produção muito semelhante às outras comédias do canal
            • Premissa pouco original

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