‘Para Todos os Garotos que Já Amei’ é o filme “bobildo” que a gente ama

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Sempre que falam muito de um filme lançamento, quando não é de um gênero que eu conheça muito, confesso que sou aquele tipo de pessoa que fica com o pé atrás em relação à produção. Da mesma maneira, sou aquele tipo de pessoa que geralmente se arrepende de não ter dado ouvidos ao povo e visto o filme assim que possível. Prazer, eu.

A bola da vez é uma das novas produções da Netflix, Para Todos os Garotos que Já Amei. Sim, eu vi muita gente falando bem do filme, que é baseado no livro de Jenny Han, mas dessa vez, eu fiz diferente. Ao invés de esperar muito tempo e me arrepender depois, resolvi sentar no computador e assistir ao filme.

Dei o braço a torcer e acabei surpreendido da forma mais positiva possível. Acho que podemos considerar a situação uma win-win.

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No papel, Para Todos os Garotos que Já Amei tinha tudo para ser só mais um filme de high school repleto de clichê. E todos eles estão lá, acredite. A garota nerd que se apaixona pelo atleta descolado, além de uma little bitch que tenta acabar com tudo. Até mesmo a criança espirituosa está nesse filme, mas de uma forma muito certo, isso funciona muito bem.

O principal acerto dessa história foi na construção da protagonista. Lana Condor, a escolhida para dar vida à Lara Jean Covey, uma garota sonhadora que consome e vive seus livros de romance sem que isso venha para o mundo real.

Lana consegue, na pouco mais de uma hora e meia de filme, transparecer ao público com veracidade, todo o drama que a personagem precisa passar.

No familiar, a base também é sólida. Dan Covey (John Corbett) é o pai viúvo e descolado que se vira como possível para criar sozinho três filhas mulheres, enquanto Margot Covey (Janel Parrish) é a filha mais velha que assume um papel de mãe e Kitty Covey (Anna Cathcart) é a criança espirituosa que dá um empurrãozinho nas fantasias da irmã.

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Por ser uma garota que vive praticamente em seu próprio mundo de ilusões, Lara tende a se apaixonar por garotos que ela pensa que nunca ofereceriam reciprocidade. Foi assim com Peter Kavinsky (Noah Centineo), foi assim com Josh Sanderson (Israel Broussard) e mais alguns caras que, em algum momento, fizeram parte de sua vida.

E para não ficar presa a esses sentimentos, ela externava isso para si mesma, mas em forma de carta endereçadas aos seus amores platônicos. E como um bom filme adolescente, essas cartas são enviadas de forma anônima para a galera, o que obviamente, gera fomenta todo o drama do filme.

Ainda temos Genevieve (Emilija Baranac), antiga amiga de infância que deixou a popularidade do colegial subir a cabeça. Ela assume o papel de little bitch citado mais acimada. O que impressiona é que, com apenas 24 anos, ela consegue fazer o tipo de personagem que faz a gente ter raiva. No meu conceito de cinema, isso é algo louvável.

Por fim, mas não menos importante, a amiga esquisita da protagonista. Christine (Madeleine Arthur) é a responsável por momentos divertidos e constrangedores do filme. O que a deixa mais engraçado é o fato dela ser parente da antagonista, o que gera todo um “drama” familiar.

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O filme é leve, divertido e bem água com açúcar. Mesmo assim, acerta bem na carga dramático quando é necessária. Para quem ficou um bom tempo longe das telas, foi uma boa maneira de voltar a minha rotina cinematográfica. Se a adaptação, assinada por Sofia Alvarez deu tão certo, me pego imaginando como é o livro.

É o tipo de comédia romântica que vale a pena ser assistido. Ela é capaz de mexer com o mais gelado dos corações. Garanto que, em algum momento, um “ownt” passará pela sua cabeça.


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