Vale Ver | Anna e o Apocalipse

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Baseado num curta de 2011, Anna e o Apocalipse (Anna and the Apocalypse, 2017) une o melhor de dois mundos: musicais e os filmes de terror, para entregar um filme que brinca com os clichês do gênero enquanto apresenta uma temática bem trabalhada, mas que torpeça em alguns momentos.

Segundo longa-metragem do diretor John McPhail, Anna e o Apocalipse acompanha Anna (Ella Hunt), uma jovem que não sabe direito o que quer da vida (me identifiquei). Ela está perto de se formar e deseja viajar o mundo antes de sossegar e fazer uma faculdade, contrariando o desejo do pai (Mark Benton), zelador da escola em que estuda.

Quem também não está muito contente com a ideia de Anna viajando para longe é John (Malcolm Cumming), melhor amigo da moça e secretamente apaixonado por ela.

A vida incerta de Anna fica ainda mais incerta quando um ataque zumbi eclode e ela e seus amigos precisam lutar para salvar suas vidas.

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Anna e o Apocalipse é um filme simples, ele repete diversos clichês do gênero (tanto o de terror quanto o de filmes teen) com todas as letras. E isso pode soar como um demérito dependendo de como você lê o filme.

Entretanto, é o uso dos clichês, evidenciado no número “Hollywood Ending”, que dá uma dimensão interessante para Anna e o Apocalipse. A protagonista quer se libertar de sua vida monótona e descobrir um mundo novo e, enquanto a música canta que “não existe um fim de cinema”, o apocalipse zumbi e ela consegue, bem, se libertar da monotonia e descobrir um mundo novo. Só que não da forma como esperava e perdendo muitas pessoas no caminho.

A ironia de ganhar o que se almeja ao mesmo tempo em que perde o que tanto se preza, junto a bons momentos musicais ajuda a fazer de Anna e o Apocalipse um filme divertido. Entretanto, me incomoda como as músicas serviram mais como virgulas sonoras para representar a passagem de tempo ou sintetizar falas e conceitos anteriores do que efetivamente apresentar um desenvolvimento de personagens através das músicas.

Essa falta de desenvolvimento fica ainda mais latente quando se olha para os personagens de Anna e o Apocalipse e pouco se consegue aproveitar de suas personalidades. São personagens instáveis que reagem de maneiras desconexas apenas para empurrar o roteiro para frente.

Anna e o Apocalipse ainda é um filme divertido que você deve assistir para matar a saudade do Halloween e se preparar para o Natal, mas ele não consegue ir muito além de uma boa diversão.

Qual o seu momento musical favorito de Anna e o Apocalipse? Deixe seus comentários!


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