Vale Ver| Rosa Púrpura do Cairo

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Durante minhas andanças pelo Twitter, vi que a TV Cultura estreou um novo programa: o Cine Cult. O ideal desta faixa é, como diz o site, destacar “a exibição de filmes de diretores e atores consagrados pela crítica e pelo público“.

Em seu mês de estreia, o canal fechou parceiras com a Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) e com a Paramount para a exibição de alguns de seus filmes. Durante todo o mês de agosto, os filmes serão da direção de Woody Allen.

O primeiro, exibido há duas semanas, foi Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, de 1977. Mas foi o segundo que me chamou a atenção, exibido na última sexta. Tomei conhecimento através da divulgação pelo Twitter, mas foi o nome que me chamou a atenção.

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Mia Farrow faz o papel de Cecília, protagonista do filme

Na imagem de divulgação, Rosa Púrpura do Cairo. Na hora fui atrás de pesquisar sobre o que veria. E o resultado foi bem interessante, a ponto d’eu realmente ir atrás de ver o filme. Ainda bem que o fiz, já que o longa se mostrou um dos melhores filmes que eu vi ao longo do ano.

Rosa Púrpura do Cairo do deserto se passa em 1935, no meio do período chamado de Grande Depressão, que começou com a Crise de 1929 e perdurou até o fim da Segunda Guerra Mundial.

O longa conta a história de Cecília (Mia Ferrow) uma moça que trabalha em uma lanchonete e é aficionada por cinema. Ela se vê presa em um casamento infeliz com Monk (Danny Aiello) e o cinema é sua válvula de escape.

O título do filme também é o mesmo do que se passa dentro da história. Ele faz uma referência a uma lenda egípcia. De acordo com o filme que se passa dentro do filme, um Faraó havia pintado uma rosa de cor púrpura para sua esposa, que fora enterrada em uma pirâmide. A partir disso, uma flor nascia ali.

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O filme encanta Cecília. Todo o luxo exibido, além do personagem Tom Baxter (Jeff Daniels), que é aquele que vai atrás da lenda. Pelo pouco que se vê, o filme que se passa dentro da ficção mostra muito o luxo da vida da alta classe americana, com suas viagens e idas às casas de show.

Na quinta vez que a moça vai assistir a esse filme, algo inesperado acontece. Tom Baxter salta da tela e vai em direção ao seu encontro, começando um diálogo que só aumenta a confusão do ato. O mais legal é que os outros personagens tentam disfarçar, ao mesmo tempo que tentam fazer com que Tom volte ao filme, coisa que não acontece.

Tom deseja viver no mundo real e Cecília, por quem ele se apaixona, será a responsável por lhe mostrar tudo. E é aí que a confusão está instaurada. Ao mesmo tempo que o protagonista está andando pelo mundo real, os outros personagens estão presos na última cena de Tom, o que resulta em diálogos e situações divertidíssimas.

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O momento em que Tom abandona a tela

E isso foi o suficiente para a cidade entrar em um grande rebuliço. Enquanto alguns especulavam o que havia acontecido, outros continuavam no cinema, vendo o que os personagens, presos à cena, fariam.

A situação só começa a se encaminhar quando Gil Shepherd (Jeff Daniels), que foi quem deu a vida à Tom, entra em cena. Com medo de que Tom estrague sua carreira, ele vai até a cidade para tentar resolver a situação.

E assim como aconteceu com seu alter-ego, Gil também se apaixona pela doce Cecília, que se torna aliada na tentativa de levar Tom de volta ao filme. Um momento mágico, ao menos para a moça, é quando ela, junto de Tom, volta para a cena e tentam continuar o filme.

Mas como todo bom romance tem sua dose de drama, o final acaba não sendo dos melhores para Cecília. Quer saber o que acontece? Só assistindo o filme para saber.

E aproveite para conhecer mais filmes no Cine Cult, da TV Cultura. O programa vai ao ar às sextas-feiras, às 22h30. Lembrando que neste mês de agosto, os filmes tem a direção de Woody Allen. Nesta sexta, dia 18, o filme será Hannah e Suas Irmãs, de 1986. Na próxima, dia 25, é a vez de A Era do Rádio, de 1987.


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