Vale Ver| Uma Doce Disputa

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Escolher o que assistir se tornou uma das tarefas mais árduas da internet. Por vazes você passa muito tempo atrás de um título novo para, no fim, assistir algo velho e já conhecido. E foi justamente em uma dessas andanças que eu encontrei Uma Doce Disputa.

Verdade seja dita: não era ele quem eu procurava. Estava atrás de um filme que foi lançado este ano, mas ainda não está disponível. Até que a capa do filme, além do seu nome em inglês My Bakery in Brookyn, me chamaram a atenção. E quem bom.

De “prêmio de consolação”, o longa, dirigido pelo espanhol Gustavo Ron, ganhou seu espaço como protagonista da noite. E por isso ele se credenciou como mais uma dica do Vale Ver.

O filme segue as mesmas estruturas de uma comédia romântica tradicional. Só de ler os títulos, é provável que você já mate o enredo. Mas vamos lá

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Uma doce disputa conta a histórias das primas Vivien (Aimee Teegarden) e Chloe (Krysta Rodriguez). Ambas se tornaram órfãs na infância, após a morte de seus pais no mesmo acidente. Desde então, elas passam a ser criadas pela tia Isabelle (Linda Lavin) e seu irmão Dave (Ernie Sabella).

O tempo passou e as meninas seguiram caminhos semelhantes. Vivien virou design de joias, enquanto Chloe rumou para o ramo da culinária. Mas quis o destino (e o roteirista) que elas se encontrassem após a morte de Isabelle, dona de uma padaria centenária no tradicional bairro novaiorquino.

Como último pedido da falecida, ambas começam a tocar a padaria do próprio jeito, o que trará diversas confusões. Para isso, eles terão ajudas dos amigos. Além do Tio Dave, entram em ação: Ian (Griffin Newman), Daniella (Blanca Suárez), Paul (Ward Horton) e Fernando (Aitor Luna). Os dois últimos, aliás, tornam-se, respectivamente, pares românticos das protagonistas. 

A situação piora quando Vivien e Chloe descobrem que a padaria de Isabelle contraiu uma dívida gigantesca ao longo dos anos. A partir daí, uma corrida contra o tempo é traçada para que o negócio da família siga vivo.

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Ian e Daniella, o terceiro par romântico do filme

O filme é bem leve, o que torna as suas 1h40 quase imperceptíveis. Apesar da estrutura roteirística para lá de manjada, ele funciona bem. O desfecho, apesar de previsível, surpreende. Os atores tem boa química, o que ajuda ainda mais.

Apesar dos momentos de tensão dentro do enredo, o mesmo possui bons alívios cômicos, principalmente nos personagens do tio Dave, além de Nathan (Anthony Chisholm), um engraxate que possui deficiência visual e Dimitry (Enrique Arce), um imigrante russo viciado.

O longa é perfeito para quem gosta de um filme água com açúcar e não tem o que fazer em uma tarde preguiçosa. Vale a pena conferi-lo.


Este post só foi possível com a ajuda de Marilene Melo e muitas outras pessoas que acreditam no Junta 7 e tornaram-se nossos padrinhos Jotinhas. Colabore você também clicando aqui.

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