Whiskey Cavalier é uma boa diversão

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Eu acompanhei de perto a saída de Lauren Cohan de The Walking Dead por gostar bastante da atriz desde Chuck (2007-2012). Apesar de julgar uma saída pertinente (TWD está morta há anos, infelizmente), questionei se Whiskey Cavalier era uma boa pedida para a carreira da atriz justamente por ser uma produção, à primeira vista, bastante protocolar.

Porque, convenhamos, séries de espiões são as coisas mais comuns da TV.

Em Whiskey Cavalier, Cohan é Frankie Trowbridge, uma implacável agente da CIA que cruza o caminho de Will Chase (Scott Foley), um implacável agente do FBI que viu sua vida ser chacoalhada após um noivado falido. Os dois recebem a parecida missão de capturar e levar às autoridades Edgar Standish (Tyler James Williams), um hacker que roubou informações secretas sobre operações de agentes secretos dos EUA ao redor do mundo.

Entre encontros e desencontros, os dois descobrem toda uma rede de corrupção dentro do governo americano e são obrigados a trabalhar juntos, ainda que a contragosto.

Ana Ortiz, Scott Foley, Vir Das, Lauren Cohan e Tyler James Williams em cena de Whiskey Cavalier

Ana Ortiz, Scott Foley, Vir Das, Lauren Cohan e Tyler James Williams em cena de Whiskey Cavalier

Criada por David Hemingson (que já trabalhou em How I Met Your Mother e The Catch), Whiskey Cavalier não aparenta ir muito além da sua premissa. São dois agentes secretos que se odeiam e que eventualmente vão se pegar entre uma missão e outra.

O que chama a atenção na série é justamente essa autoconsciência. Whiskey Cavalier não tem medo da galhofa, o que faz dela uma série inocente, por vezes até bobinha. Mas é algo dentro da proposta.

O que cativa em Whiskey Cavalier é que ela não tenta ser o que é.

Outro ponto que faz da série uma produção extremamente cativante é o elenco, Cohan e Foley tem uma química ótima e os personagens secundários — apesar de restritos à forma de séries do gênero — servem de escada para boas sacadas do roteiro.

Entretanto, o piloto da série se arrastou ao repetir situações dentro de si mesmo. Frankie captura Edgar, algo de ruim acontece, Will intervém, ele captura Edgar, algo de ruim acontece, Frankie intervém.

É interessante o conceito desse episódio piloto, mas a execução teve diversos problemas no ritmo por conta dessa repetição.

O que vale mesmo é que Whiskey Cavalier consegue tirar boas risadas e apresentar uma ação consistente, o episódio piloto mostrou potencial e abre boas oportunidades para os próximos episódios.

Está assistindo Whiskey Cavalier e está gostando da série? Deixe seus comentários!


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