Zero1 estreia, mas não mostra ao que veio

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As noites de sábado da Globo ganharam uma nova atração com a estreia de Zero1. O programa comandado por Tiago Leifert foi criado para atrair o público nerd para a TV aberta, dando-os um espaço para tratar de cultura pop.

Apesar de ter uma premissa muito interessante, o programa patinou no próprio formato em sua estreia, deixando diversos geeks, onde me incluo, desapontados com o resultado final do programa piloto.

O programa começou com Leifert se referindo ao público alvo como os fãs da “cultura nãrd”. Por mais que seja a pronuncia correta, isso já deixou alguns fãs com o pé atrás, dando a entender que o programa se levaria a sério por demasiado, deixando um pouco a essência do nerdismo brasileiro de lado. Sim, com a pronuncia como conhecemos, “nérd”.

Na primeira parte do episódio, Leifert recebeu Wendel Lira, jogador profissional de FIFA, para uma disputa. Em uma mistura esquisita de entrevista com gameplay, eles conversaram sobre como Lira se descobriu bom no futebol virtual, já que ele se aposentou do real, e Tiago acabou perdendo o duelo.

zero1

Na sequência, uma informação corrida sobre ‘Rogue One – Uma História Star Wars‘, onde ele contava a origem do filme que chega aos cinemas em dezembro deste ano.

Ainda na área de cinema, ele falou sobre o cartaz de Logan, terceiro filme da trilogia Wolverine. Em uma exibição de muito achismo e falta de uma pesquisa mais apurada, ele mostrou a imagem que contém a mão de Logan sendo amparada por uma mão menor.

Uma simples pesquisa seria possível se chegar à conclusão de que a outra mão pertence à X23, um clone de Wolverine. Leifert ainda brincou com o tweet de Ryan Reynolds, onde o interprete de Deadpool dia que a mão pequena é dele, fazendo referência a uma cena de seu filme.

Na sequência do programa, Leifert mostrou um pouco da evolução de personagem Lara Croft, da franquia Tomb Raider, que comemora 20 anos em 2016, brincou sobre a questão gráfica de Minecraft e terminou com um gameplay de Battlefield 1.

Em suma, Zero1 foi extremamente aquém do esperado. A Rede Globo tem um produto de potencialidades enormes, mas precisa abrir a mente para que isso funcione.

Leifert ressaltou em suas redes sociais que o programa ainda está em fase beta, o que me deixa feliz, já que dá a entender que ele está aberto a mudanças, que precisam ocorrer com certa velocidade.

Ao colocar Tiago Leifert na apresentação, a emissora acertou em cheio, pois colocou alguém que consegue atrair um público pelo carisma e também é engajado nessa causa.

Para a estreia, 20 minutos foi algo ridículo. Muito por conta disso eu associo o “fracasso” da premiere. É impossível montar um programa inteiro sobre cultura pop para um tempo de exibição tão curto. Não à toa o programa soou na toada de um samba do criolo doido.

Outra ressalva fica por conta do horário. O programa começou às 0h45. Ao colocar o programa tão tarde, a emissora margeia ainda mais o público nerd, alcançando somente àqueles que realmente querem ver o programa, sem dar espaço para que novas pessoas possam se inteirar e conhecer a cultura pop.

Apesar de ser apenas o primeiro episódio, Zero1 precisará de um respawn para o próximo episódio. É isso ou ele pode dar tchau para o público e alcançando um game over antes da hora

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